No começo do ano o prefeito de Cristais Paulista, Hélio Kondo, reuniu sua família e amigos para uma viagem inesquecível que se estendeu por 22 dias pela América do Sul. “A bordo” de uma caminhonete 4x4, de 6 a 27 de janeiro, ele, sua mulher, Márcia, seus filhos, Gabriel e Vitor, e um casal de amigos passearam por Uruguai, Paraguai, Argentina e Chile. Sem nenhum pneu furado, andaram cerca de 8,8 mil quilômetros, passando por regiões extremamente quentes e frias - com direito a neve na Cordilheira dos Andes.
Para cumprir o itinerário planejado com dois meses de antecedência, percorreram 1,2 mil quilômetros até chegar a Erechim, no Rio Grande do Sul, onde pernoitaram, para que no dia 7 já estivessem em Santana do Livramento, na divisa com Rivera, Uruguai.
A viagem apenas estava começando e logo de cara foram para a elegante Punta Del Leste, no litoral uruguaio, onde apreciaram as praias, apesar da muito fria água do mar e dos ventos incessantes. De lá foram para a capital Montevidéu e para Colônia do Sacramento, margeando o Rio da Prata. Embarcaram em um “buquebus” - uma espécie de balsa - até Buenos Aires, Argentina, onde permaneceram por três dias. Depois de visitar a cidade de Mendoza, os viajantes não hesitaram em conhecer a vinícola da família Zuccardi, na vizinha Maipú.
Hélio e sua turma já estavam no décimo segundo dia de viagem quando resolveram ir para Santiago, no Chile, cidade que ele achou “limpa, organizada e moderna”. Para tanto, tiveram que enfrentar uma altitude de 3,2 mil metros e uma temperatura média de 5 graus. Haja blusa. Fugindo do frio, visitaram as cidades costeiras Viña Del Mar e La Serena, onde conferiram de perto praias banhadas pelo Oceano Pacífico lotadas de turistas argentinos.
Foi no Chile, onde viram o começo do Deserto do Atacama, que viveram algumas das situações mais inusitadas do percurso. “Eles comem muito mal na nossa opinião, pois não existe arroz, feijão, salada e raramente carne de boi. Numa lanchonete, Márcia viu a fotografia de um lanche e pediu o que tinha algo parecido com hambúrguer e salada. O que chegou veio recheado com um bife fino bem passado, portanto duro, e a surpresa: o que parecia salada era abacate ralado”.
O Chile foi o ponto máximo da ida, mas quem disse que acabava por ali. Hélio Kondo conta que o retorno foi a parte mais bonita da viagem. “Cruzamos a Cordilheira dos Andes a 4.780 metros de altitude e temperatura média de 1 grau negativo”. Contemplaram vinícolas, parreirais, além de “uma forte tempestade de neve em pleno verão chileno”, conta o prefeito de Cristais Paulista.
Antes de chegar em casa, tiveram a possibilidade de conhecer pontos turísticos em San Juan e Santiago Del Estero (Argentina), Assunção (Paraguai) e permaneceram mais três dias em Foz do Iguaçu visitando a Usina Itaipu e as Cataratas do Iguaçu.
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O custo da viagem ficou estimado em R$ 12,3 mil, considerando-se os gastos com combustível (R$ 2,2 mil, a R$ 2,20 o litro do diesel), alimentação (R$ 4,2 mil) e hospedagem (R$ 5,9 mil). “Há vários aspectos relevantes numa viagem desta natureza: o descanso, pois você esquece os problemas do dia-a-dia e passa a viver livre do estresse; a cultura, pois você conhece outra língua, outra forma de viver, outra paisagem, outro povo. E apesar do ‘confinamento’ dentro do veículo, a convivência e a união familiar se tornam ainda mais latentes”, conclui.
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