Em 4 de março fez um ano a última rebelião registrada na cadeia pública de Franca, onde foi feito refém o carcereiro Simei. Naquela dia, parte da instalação foi danificada pelas chamas dos colchões incendiados pelos presos. Um ano se passou. O que melhorou? Câmeras de segurança foram instaladas, mas não foram resolvidos problemas na estrutura física do prédio. Ao que parece, a caloria do incêndio alterou a consistência do concreto, que está rachado em vários locais. O número de funcionários continua insuficiente para o mínimo de segurança desejado. Funcionários continuam trabalhando sob stress total em função da pressão exercida por facções criminosas. Enquanto isso, o CDP continua sendo construído, ainda em fase inicial. Penso que este Comércio deva indagar as Secretarias de Administração Penitenciária Segurança Pública sobre a construção, tendo em vista a tal multa diária por excesso de presos no “cadeião” do Guanabara e também, sobre a SAP assumir definitivamente a cadeia liberando os funcionários para trabalharem no combate à criminalidade nas delegacias de polícia francanas e nas cidades de origem dos carcereiros.
Cláudio Magalhães
Franca - SP
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