Número recorde de roubos dos últimos três anos em janeiro, arrastões nas lojas da Avenida Major Nicácio, sete homicídios em dois meses, ondas de furtos em estabelecimentos comerciais da área central. Estes fatores somados foram determinantes para que a cúpula da Polícia Civil de Franca reforçasse a DIG (Delegacia de Investigações Gerais), sua principal delegacia especializada.
Os problemas na área de segurança começaram a ser detectados em janeiro, quando, segundo levantamento inédito realizado pelo Comércio, foram registrados 90 roubos, média de três por dia. Na sequência, comerciantes da Avenida Major Nicácio denunciaram verdadeiros arrastões promovidos durante as madrugadas. No primeiro bimestre Franca viu triplicar ainda o número de homicídios em relação ao mesmo período do ano passado.
Por fim, o Comércio retratou o drama dos comerciantes da área central, vítimas de seguidos furtos, que se viram obrigados a gastar, em média, R$ 5 mil cada para garantir a segurança de seus patrimônios, instalando grades e alarmes nas lojas. “Existe uma preocupação da Polícia Civil com o crescente número de ocorrências e este aumento do efetivo visa a combater esta criminalidade”, disse ontem Márcio Murari, delegado adjunto da DIG e chefe do GOE (Grupo de Operações Especiais).
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