Rafael Silva, 13, foi um dos pacientes atendidos pelo cão terapeuta Andora no ano passado. Durante três meses, os dois se encontraram todos os sábados para brincar, jogar bola e fazer exercícios físicos. Para a mãe dele, a professora Lucimara Silva, 46, os três meses de cão terapia foram suficientes para melhorar a coordenação motora, os reflexos e autoestima do filho, que teve microcefalia e apresenta atraso motor.
Comércio da Franca -O que melhorou na vida do Rafael com a cão terapia?
Lucimara Silva - O Rafael melhorou a autoestima, a ansiedade, a coordenação motora, o andar, o agachar e o chutar porque também há o futebol com a cachorra, que é a goleira e o Rafael é o artilheiro. Teve uma afinidade muito grande entre os dois. Ele melhorou 100% em todos os aspectos. A medicação dele foi reduzida desde que começou a cão terapia. O Dino faz tudo voluntário. Sou muito grata a ele.
Comércio - Qual a patologia do seu filho?
Lucimara - Ele teve microcefalia, então era um menino pacato, sem estímulos. Agora está com a autoestima elevada, de bem com a vida. Meu filho fica sorrindo quando está com a cachorra.
Comércio - Antes ele andava sempre agarrado à senhora. Como era isso?
Lucimara - Ele era inseguro. Estava sempre se apoiando em mim ou em alguma pessoa, mesmo conseguindo andar sozinho. Ele sempre dependia muito da gente para se locomover. Depois da cão terapia, não sei se é porque ele comanda a cachorra, ele ganhou autonomia, ele se sente mais seguro. É uma terapia de relaxamento, de alegria e com mais independência. A impressão é a de que a cachorra passa autoconfiança para ele fazer as coisas. Isso para ele é importante. O Rafael já tinha feito fisioterapia, mas achei que os resultados da cão terapia foram mais rápidos e maiores.
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