‘CEI do lixo’ vai ouvir secretário de Serviços e Meio Ambiente hoje


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A CEI (Comissão Especial de Inquérito) que investiga o depósito de lixo reciclável feito pela Prefeitura no aterro sanitário - entre os dias 26 de janeiro e 20 de fevereiro -, começa a ouvir hoje, a partir das 14 horas, na Câmara Municipal, os envolvidos no caso. O secretário de Serviços e Meio Ambiente, Ismar Tavares, será o primeiro a prestar depoimento. Será questionado pelos vereadores Silas Cubas e Paulo Afonso, do PT, respectivamente presidente e relator da CEI, e do terceiro membro da comissão, Valter Gomes (PSB). Antes de marcar os depoimentos, Cuba disse que requereu os contratos feitos entre Prefeitura, Colifran, Pastoral do Menor e Cooperativa de Catadores. Agora, quer cruzar as informações contidas nos documentos com os relatos que colher durante as oitivas. O primeiro depoimento seria do diretor da Colifran, Roberto Ferreira, marcado para ontem. Não foi realizado, pois Ferreira enviou ofício alegando compromissos pessoais para não atender à convocação. Nova data será marcada. Às 18h15 de ontem a reportagem entrou em contato com Ismar Tavares, que, a princípio, disse que nem estava sabendo que prestaria o depoimento à CEI. “O Jurídico (da Prefeitura) pediu para estar lá amanhã (hoje) cedo. Deve ser isso que vão me avisar, mas não sei”, afirmou. Depois, quando questionado sobre a versão que daria em seu depoimento à CEI sobre a questão do lixo, Tavares disse que não há muito o que ser falado. “Não tenho outra coisa a dizer senão a verdade. Que foi um procedimento de trabalho comum de minha secretaria. Agimos dentro das normas, tanto que o Ministério Público arquivou o inquérito”, disse. O CASO Na primeira semana de fevereiro, o vereador Silas Cuba presenciou - e fotografou - um caminhão da Prefeitura jogando materiais recicláveis no aterro sanitário. Denunciou as supostas irregularidades ao Ministério Público do Meio Ambiente e, com o apoio de outros sete parlamentares, instaurou a CEI. Uma semana depois, o promotor Fernando Martins arquivou o inquérito e afirmou que não havia nada de irregular em descartar o lixo reciclável no aterro uma vez que a Prefeitura estava reformando a usina de compostagem - onde há o recolhimento e separação do material. A usina, já reformada, voltou a receber o material em 20 de fevereiro.

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