Morreu o conhecido esportista e cidadão José Martiniano de Oliveira


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José Martiniano tinha 82 anos e será sepultado às 10 horas de hoje
José Martiniano tinha 82 anos e será sepultado às 10 horas de hoje
Morreu ontem, na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Regional, o conhecido cidadão José Martiniano de Oliveira, aos 82 anos. Cardíaco, teve implantados marca-passo e pontes de safena há anos. Sua determinação pessoal o levou a suplantar as dificuldades decorrentes. Ultimamente se deslocava em cadeira de rodas e a falta de exercícios causou agravamento de diabetes e pressão, problemas que o levaram a internações sucessivas nos últimos meses. O óbito ocorreu às 4 horas da quarta-feira, 11 de março, em função de parada cardiorrespiratória. Natural de Pindorama e ainda muito jovem acompanhou a família em mudança para Franca. O início de sua vida profissional se deu como guarda-livros (contador) na Gessy do Brasil, em São Paulo. Por concurso público tornou-se Fiscal de Rendas do Estado e voltou a Franca para atuar como chefe do Posto Fiscal de Franca e de Batatais. Trabalhou na função até a aposentadoria, em 1982. Foi um dos fundadores de Calçados Martiniano e exerceu o cargo de diretor da empresa até 1985. Bacharelou-se pela Faculdade de Direito de Franca como advogado, mas não exerceu a profissão. "Precisava conhecer a ciência jurídica para não errar no exercício dos cargos e encargos que me envolvo na vida", dizia Martiniano aos amigos que lhe cobravam o bom advogado que poderia ter sido. Viveu uma vida cidadã e não tinha parada. Amante do esporte, adorava o futebol e o basquete locais. Foi presidente, em várias ocasiões, do Conselho Deliberativo da Associação Atlética Francana e do próprio clube. Seu nome sempre surgia na ocasião de crises, por consenso. Sempre equilibrado e com larga rede de relacionamento, era capaz de permitir a retomada de rumos e objetivos. Fez parte da equipe que idealizou o "Lanchão" junto ao prefeito José Lancha Filho, na ocasião em que a Francana ascendeu à primeira divisão paulista e não havia campo em condições de atender as normas da Federação Paulista. Em resultado, o Lanchão surgiu em questão de semanas. No basquete, presidiu os destinos do Franca Basquete em quatro oportunidades. Em uma delas levou a equipe ao vice-campeonato mundial, na antiga Iugoslávia. Foi ainda maçon (atingiu o grau de Venerável da Loja Maçônica Amor à Virtude, que frequentou por 50 anos), rotariano, diretor da Santa Casa na gestão de provedor Antônio Della Torre e vereador por duas legislaturas, presidindo em uma. Teve 54 anos de casamento com Branca Maria Gomes Martiniano. Da união nasceram seis filhos: Ismael, separado de Cláudia; Cláudia, casada com Marcos Haber; Maura, casada com José Alves; José Júnior, casado com Aline; Jesiel, casado com Ana Paula; Maria Carmem, casada com Conraad Van Der Pol. Também, 20 netos: Marcelle, casada com Fabiano Figueiredo; Túlio, Felipe, Chesley, Mariana, Lucas, Gabriel, Pedro, Daniel, casado com Renata; Caio, Raul, Maria Júlia, Ana Sofia, Maria Gabriela, Maria Laura, Germano, Beatriz, Cora, Eivert e Tiago. O corpo está sendo velado na Loja Maçônica Amor à Virtude. O sepultamento se dará hoje, quinta-feira, às 10 horas, no Cemitério da Saudade.

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