Aeroporto de Franca continua ‘às moscas’


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Entre os meses de agosto e dezembro de 2008, o Aeroporto “Tenente Lund Presoto” ficou fechado para pousos e decolagens por conta de uma reforma que custou R$ 2,7 milhões ao governo do Estado. Durante as obras, o acesso viário, a sala de passageiros, os sanitários e o pátio de aeronaves foram completamente remodelados. A pista foi recapeada e recebeu grooving - ranhuras feitas no asfalto que auxiliam no escoamento da água e também na frenagem das aeronaves. Duas semanas após a conclusão das reformas, em 16 de dezembro do ano passado, a Passaredo, única empresa que mantinha um voo diário ligando Franca ao aeroporto de Cumbica, em São Paulo, anunciou o encerramento de suas operações na cidade alegando que a criação de novas linhas entre Ribeirão Preto e São Paulo havia tornado as atividades em Franca deficitárias. Seu último voo na cidade foi realizado no dia 27 de dezembro. Desde então, apenas aeronaves particulares utilizam a pista do aeroporto local. De acordo com estatísticas disponibilizadas no site do Daesp (Departamento Aeroviário do Estado de São Paulo), que administra o aeroporto francano, em janeiro deste ano 202 passageiros embarcaram ou desembarcaram no local, todos em voos particulares. No mesmo período de 2008, quando a Passaredo ainda operava na cidade, 575 pessoas utilizaram as instalações. O equipamento de rádio utilizado na comunicação entre aeroporto e aeronaves, que pertence à Passaredo, também foi retirado do local. Atualmente os planos de voo das aeronaves que chegam ou decolam de Franca são enviados para a torre do aeroporto de Ribeirão Preto, que tem comunicação direta com a aeronáutica. “Só ficamos sabendo que um avião vai descer aqui quando ele já está no pátio de desembarque. Como não há aparelhos para navegação por instrumentos, quando o tempo está chuvoso ou neblinado, a aterrissagem é transferida para Ribeirão Preto”, disse um funcionário que pediu para não ser identificado. PRIVATIZAÇÃO Recentemente o Daesp divulgou que o aeroporto de Franca poderia ser privatizado pelo sistema de PPP (Parceria Pública Privada). Em resposta a um e-mail enviado pelo Comércio, a assessoria de imprensa do órgão confirmou que o projeto de privatização já foi concluído e enviado para estudos à0 Anac (Agência Nacional de Aviação Civil). Só depois do parecer da agência, que não tem prazo para ser emitido, é que o projeto poderá ser colocado em prática. Também através de suas assessorias de imprensa, a Passaredo e a TAM descartaram retomar atividades comerciais no aeroporto francano (leia mais no apoio).

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