Cansados dos furtos, comerciantes do Centro fecham lojas com grades


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BASTA - O comerciante Gilmar Corrêa Andrade investiu em alarmes, monitoramento e grades: já foi vítima de furto duas vezes
BASTA - O comerciante Gilmar Corrêa Andrade investiu em alarmes, monitoramento e grades: já foi vítima de furto duas vezes
Cansados e com medo da ação de bandidos no Centro da cidade, os lojistas da região central resolveram se defender. Estão reforçando o investimento em segurança privada e reclamam da falta de policiamento no período da noite. Não há nenhum levantamento específico sobre o número de ocorrências de furtos no Centro da cidade, mas, segundo os comerciantes, é raro encontrar quem nunca tenha sofrido com a ação de ladrões. Para a Polícia Militar, o problema é que a maioria das vítimas raramente procura a corporação para registrar a ocorrência, o que impede um direcionamento mais específico de forma a atender as reivindicações. O Comércio ouviu dez comerciantes instalados entre as Ruas Major Claudiano, Comandante Salgado, Monsenhor Rosa e Tomaz Gonzaga. Nove revelaram que já foram vítimas de furto pelo menos uma vez. Os prejuízos variam de R$ 300 a R$ 10 mil e os investimentos com grades e alarmes ultrapassam a casa dos R$ 5 mil. Celso Abrão, 55, que tem loja de produtos eletrônicos na Rua Major Claudiano, teve seu estabelecimento furtado três vezes. Ele se viu obrigado a investir R$ 5 mil em portas de aço, grades e alarmes, depois de perder, no total, mais de R$ 8 mil. “Nós temos que ficar guardados e os ladrões soltos”, disse Abrão. “A gente se sente impotente”, completou o sócio de Abrão, Alexandre Abdala Miguel. Para a comerciante Gracie Helena Rocha, da Rua Monsenhor Rosa, o “prejuízo maior é estar inseguro”. Ela também reclama do fato de não poder expor as suas mercadorias na vitrine como gostaria. “As grades atrapalham, não dão visão para quem passa pela rua, mas é para a nossa própria segurança”, disse. O comandante da 5ª Companhia da PM, capitão Roberto Carlos Bispo Severo, responsável pelo policiamento ostensivo no Centro, afirmou que há operações em andamento para coibir a ação de marginais, mas que as vítimas precisam registrar as ocorrências para que a polícia saiba onde agir. Ele explicou que o policiamento é designado com base em planejamento e que, para isso, é preciso que haja o registro. [FOTO2] O delegado titular do 1º DP (Distrito Policial) Luís Carlos da Silva disse que tem investigado os casos que chegam à sua unidade. Uma das reclamações dos comerciantes é o não comparecimento dos investigadores nos locais dos furtos. Silva disse que, para a polícia, não interessa ouvir as vítimas, mas buscar junto a informantes detalhes que possam levar à identificação dos crimes. A direção da Acif (Associação Comercial e Industrial de Franca) informou que pediu à PM medidas emergenciais para evitar novos ataques.

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