O enterro de Josiene Elias Lopes deveria ter ocorrido ontem às 17h30 no cemitério Santo Agostinho. Por volta das 16 horas a família decidiu que não sepultaria a criança para que seu corpo pudesse ser necropsiado.
A reportagem do Comércio acompanhou o pai da menina, Edson Lopes, até o plantão da Polícia Civil onde um Boletim de Ocorrência foi lavrado pelo delegado David Abimael David para o esclarecimento da morte. No início da noite, o Instituto Médico Legal removeu o corpo de Josiene da sala do velório em que se encontrava para realizar os exames necessários.
O delegado David não quis gravar entrevista, mas assegurou que a decisão da família de adiar o enterro, havendo suspeitas sobre a causa da morte, foi acertada.
Na Santa Casa ninguém se pronunciou. Procurada, a assessora de imprensa do hospital, Lila Crespo, não foi encontrada. Na recepção, às 17h55, a informação é que ela não havia sido localizada. Duas ligações foram feitas para seu telefone, às 18h11 e 18h21. Até as 21 horas ela não havia retornado às ligações nem respondido ao recado deixado em sua caixa de mensagens.
Às 19h25, a reportagem também entrou em contato com o diretor clínico da Santa Casa, médico Marcelo de Paula. Pelo celular, de seu consultório, informou que não poderia falar naquele momento, pois estava em atendimento.
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