Juntos, os mais de 325 mil francanos gastaram ao longo do ano passado R$ 3,4 bilhões, com itens como alimentação, moradia, lazer e outros. Os cálculos estão no estudo "Brasil em Foco" feito todos os anos pela Target Marketing, uma das conceituadas empresas de pesquisa de mercado do Brasil. O valor é 3,7% maior que o registrado em 2007.
No geral, ao longo de 2008, o consumo da cidade equivale a dizer que cada francano gastou em média de R$ 10,5 mil. Na cidade, a classe B ainda é a que mais consome. Ela representa 31,4 mil famílias que gastam, por ano, R$ 1,6 bilhão. Enquanto isso, as classes mais baixas, D e E, que representam 17 mil famílias, gastam, juntas, apenas R$ 188 milhões.
Para Marcos Pazzini, um dos organizadores da pesquisa, saber o quanto a população de uma cidade é capaz de consumir ou gastar é um indicativo importante para nortear futuros investimentos. "Ela (a pesquisa) mostra o potencial de consumo (o quanto uma família tem para gastar), o que consequentemente vai atrair novas empresas e investimentos em mídia".
Pela pesquisa, os maiores gastos do francano estão ligados à manutenção da casa, seguida da alimentação e dos gastos com o veículo próprio.
Para o economista Hélio Braga Filho, o crescimento, ainda que pequeno, do consumo dos francanos está ligado a dois fatores para o aumento do poder de consumo em 2008: o aquecimento no mercado de trabalho existente até meados de outubro e a expansão do crédito ao longo do período. "Apesar da crise no final do ano, na maioria dos meses, houve um aquecimento no mercado de trabalho que permitiu aumento no rendimento e consequentemente no consumo. A facilidade nos créditos também ajudou".
CAINDO
Apesar do consumo de Franca ter crescimento em termos de valor, a cidade perdeu importância no mercado. Segundo o estudo da Target, outros centros urbanos conseguiram uma expansão maior do consumo, deixando Franca para trás. É o caso, por exemplo, da cidade litorânea de São Vicente. Ela cresceu tanto que conseguiu ultrapassar Franca no ranking estadual de consumo. Hoje São Vicente ocupa a 19ª posição no Estado. Enquanto Franca caiu para a 20ª.
Já no Brasil, a cidade saiu da 62ª posição para a 69ª que mais consome, posições que foram ocupadas por cidades do Nordeste.
Pazzini explica que essa queda acontece por conta do IPC (Índice Potencial de Consumo da Cidade). Em Franca, o índice caiu de 0,21% para 0,19%. Isso significa que, a cada R$ 100 consumidos no Brasil, R$ 0,19 centavos são gastos na cidade. Esse valor já foi maior: R$ 0,22 centavos. Para calcular os índices, a Target cruza dados oficiais do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), da FGV (Fundação Getúlio Vargas), Banco do Brasil e Ministério da Fazenda.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.