O Sindicato dos Sapateiros é contra qualquer tipo de flexibilização de jornada. Para o presidente da entidade, Paulo Afonso Ribeiro, a Carmen Steffens deveria bancar o período de menor produção sem demitir ninguém. “A empresa ganhou muito no último um ano e meio. Agora, deveria destinar parte disso para o trabalhador”.
O endurecimento do sindicato perdeu força com uma votação feita na sexta-feira, entre os trabalhadores da empresa, quando 73,8% dos votantes aprovaram a iniciativa. O sindicato disse que respeita a escolha da maioria e que, em respeito a isso, não acionará a Justiça do Trabalho. “Disse e repito que somos contra”, disse Ribeiro.
A postura de Ribeiro irritou o dono da Carmen Steffens, Mário Spaniol. Sindicalista e empresário discutiram o tema - e se atacaram - durante mais de duas horas, em debate realizado no programa Hora da Verdade, da Rádio Difusora, também na sexta. “O sindicato é tão flexível quanto um poste de concreto”, disse Spaniol (leia mais sobre o debate no site).
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