Bastaram 15 dias em operação para que os radares móveis alterassem o comportamento dos motoristas em Franca. Embora ainda não haja uma estatística pronta, autoridades de trânsito são unânimes em afirmar que a cautela no trânsito tem sido maior, o que refletiu na redução de acidentes. Desde que os aparelhos foram ligados no sábado de Carnaval, nenhuma pessoa morreu vítima de desastre na área urbana. Também não foram registradas ocorrências graves. Nos meses de fevereiro e março do ano passado, os acidentes mataram três pessoas dentro da cidade.
O Corpo de Bombeiros atende a uma média diária de 12 acidentes nas ruas e avenidas da cidade. Para o soldado Barbosa, responsável pelo setor de estatísticas, é preciso aguardar pelo menos um mês para fazer uma avaliação precisa a respeito, mas afirma ser inegável que os resultados já estão aparecendo. “As ocorrências corriqueiras continuam, até porque os radares não estão em todas as avenidas. É fato, no entanto, que quase não atendemos acidentes graves dentro da cidade neste período”.
Responsável pela Companhia de Força Tática da Polícia Militar, que engloba o Pelotão de Trânsito, o capitão Alexandre Wellington de Souza também fez uma avaliação positiva das duas primeiras semanas de funcionamento dos radares. “Temos observado que os motoristas estão mais cautelosos. Os grandes acidentes estão, praticamente, reduzidos a zero, inclusive, nos períodos críticos, como foi no Carnaval.
Há tempos a cidade não tinha um período tão tranquilo nesta época”. O policial alerta, no entanto, que não será de uma hora para outra que a cultura do motorista será mudada. “Com a constância do trabalho de educação de trânsito, aliada à fiscalização e também à questão da sinalização viária, conseguiremos melhorar a segurança. O radar é só um componente. Há um universo de medidas para atingirmos o objetivo”.
A fiscalização eletrônica está sendo feita em dias alternados em apenas cinco avenidas: Presidente Vargas, Moacir Vieira Coelho, Paulo VI, Hélio Palermo e Ismael Alonso y Alonso. Em nenhuma delas, o motorista pode trafegar a mais de 60 km/h. A intenção da Prefeitura é levar os aparelhos para as 18 vias de maior movimento, mas antes terá que sinalizá-las para informar da existência dos radares.
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“Acredito que os resultados são muito positivos. É notório que os motoristas mudaram seu comportamento e reduziram a velocidade. Hoje as pessoas conseguem atravessar de uma calçada para outra com mais segurança. Na próxima semana, já teremos um número real dos acidentes ocorridos em fevereiro”, disse Sérgio Buranelli, secretário de Segurança e Cidadania.
A Prefeitura afirma não ter em mãos ainda a quantidade de multas que foram aplicadas pelos radares. “Foto tirada não significa multa”. Até o fim do mês, as notificações chegarão nas casas dos motoristas infratores.
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