Mansur Filho se afasta da presidência da OAB


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FORA DO COMANDO - Mansur Filho se afastou por tempo indeterminado da presidência da OAB de Franca. O seu vice, Ivam Cunha (à esq.), assumirá o cargo na próxima semana
FORA DO COMANDO - Mansur Filho se afastou por tempo indeterminado da presidência da OAB de Franca. O seu vice, Ivam Cunha (à esq.), assumirá o cargo na próxima semana
O advogado Mansur Jorge Said Filho deixou ontem a presidência da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) de Franca. Ele pediu afastamento por tempo indeterminado para tratar de assuntos particulares. Seu mandato vence no dia 31 de dezembro e é provável que não volte a assumir o cargo. O vice, Ivam da Cunha Sousa, será o novo presidente da entidade a partir de segunda-feira. Em dois meses, Mansurzinho se envolveu em dois casos de brigas públicas. Com a imagem desgastada, pediu para deixar o cargo. No dia 17 de dezembro, após uma festa de confraternização da OAB, Mansur brigou em um posto de gasolina da Avenida Major Nicácio. Ele teria agredido a socos e garrafadas o também advogado AMA, 28. A vítima sofreu um corte no ombro direito e teve de ser medicada na Santa Casa de Franca. O presidente da OAB admitiu as agressões, mas alegou ter agido em legítima defesa. A Polícia Civil abriu um inquérito para apurar o caso. A outra ocorrência se deu no sábado, 28, quando Mansur discutiu com uma comerciante em Delfinópolis (MG). Ele foi abordado por policiais militares e conduzido à delegacia da cidade. Estava sem a CNH (Carteira Nacional de Habilitação) e o veículo Gol que ocupava foi recolhido. Nos dois casos, admitiu à reportagem que havia bebido. Os deslizes do presidente arranharam a imagem da OAB. Mansurzinho sabe disto. Antes que as reações negativas ganhassem mais força, se antecipou e pediu afastamento. “Foi uma decisão estritamente de ordem pessoal, uma vez que venho tendo problemas particulares. Não estou conseguindo administrá-los com os afazeres da instituição. A partir do momento que meus problemas estão atingindo esta classe tão nobre, é meu dever pedir o afastamento até me restabelecer”. Mansurzinho classificou as polêmicas em que se envolveu como fatos indesejáveis e disse que o período de turbulência começou em dezembro após ter se separado da mulher. “Inegavelmente, este fato me abalou demais. Cometi atitudes que poderiam ter sido evitadas. Gostaria de pedir desculpas a todos pelos transtornos”. Escrito de próprio punho, o pedido de afastamento foi entregue à Ordem no fim da manhã de ontem e será apreciado pelo Conselho Seccional da OAB em São Paulo. É a formalidade necessária para que o vice, Ivam Cunha, possa assumir a presidência. “Vamos manter toda a parte administrativa como vem sendo feito. Estamos fazendo um bom trabalho e não há motivos para mudanças. O Mansur está saindo apenas pelos problemas pessoais”, disse Cunha.

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