Três escolas da rede pública estadual de ensino viveram uma quinta-feira infernal esta semana. A polícia registrou brigas entre alunos - todos menores - e ameaça de morte a funcionária de uma dessas unidades. Um estudante, agredido por vários outros alunos, teve de ser levado para o pronto-socorro. A assessoria de imprensa da Secretaria de Estado da Educação informou que os envolvidos nas confusões, em que pese a gravidade dos fatos, serão no máximo suspensos (leia mais nessa página). Os diretores das escolas não se manifestaram por serem proibidos pela Diretoria Regional de Ensino de dar qualquer declaração.
A primeira ocorrência foi registrada na Escola Estadual “Antônio Fachada”, no Parque Vicente Leporace I. O estudante JOS, 13, morador no Residencial Moreira Júnior e que estuda no período da manhã, foi agredido no pátio da escola com chutes e socos por vários outros alunos durante o intervalo das aulas. O garoto foi jogado no no chão e sofreu lesões na cabeça, rosto e mão direita. A mãe de JOS, a dona de casa EATOA, classificou o episódio como uma “barbaridade” e pediu punição aos agressores. A direção, segundo a dona de casa, disse que tomaria as providências “de acordo com o regulamento da escola”.
Algumas horas depois a polícia esteve na Escola Estadual “Professor Ricardo Pucci”, no Parque Vicente Leporace III, onde a inspetora MLS, 52, declarou que durante o recreio presenciou um aluno agredir pelo menos três outros estudantes - um deles chegou a ter sangramento nasal. A inspetora disse ainda que o garoto tem conduta rebelde e não respeita os colegas e as normas da escola. TLR, 23, outra inspetora, confirmou as informações. O nome e a idade do aluno acusado não foram divulgados.
Por fim, a agente de organização escolar PCS, 22, que trabalha na Escola Estadual “Professor Hélio Palermo”, no Jardim Dermínio, procurou o Plantão Policial na noite de quinta-feira para registrar ameaças de morte contra ela que teriam sido feitas por MAB, 13, morador na Vila São Sebastião, após o garoto brigar com outro estudante dentro da sala de aula. A agente foi chamada para levar o acusado à presença do vice-diretor.
Ao ser informado de que ficaria na escola após o sinal, MAB se revoltou e disse a PCS que seu irmão iria até a escola e “que ela (agente) se preparasse”. Ao tomar conhecimento de que o irmão de MAB é ex-presidiário, a agente procurou a polícia para registrar a ocorrência.
A POLÍCIA
Com exceção da ameaça à funcionária, as outras duas ocorrências não serão apuradas pela polícia. As decisões sobre as punições aos acusados caberá aos conselhos das escolas - formados por pais, professores e diretores. A Ronda Escolar, da Polícia Militar, com exceção de flagrantes, só pode intervir no interior das escolas se foram acionados pela direção.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.