‘O sindicato é tão flexível quanto um poste de concreto’


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Os minutos finais do debate entre o empresário Mário Spaniol e o presidente do Sindicato dos Sapateiros de Franca, Paulo Afonso Ribeiro, em nada lembraram o início do programa, em que ambos se atacaram pessoalmente, com o primeiro ameaçando abandonar o estúdio da Rádio Difusora. Spaniol chegou a dizer que o sindicato tem a flexibilidade de um poste de concreto. “Não consigo negociar com uma entidade para a qual nada está bom”. Em seguida disse que os sindicalistas consideram os trabalhadores como seres sem cérebro, por não reconhecer uma decisão tomada livre e democraticamente. “Eles querem preservar seus empregos, mas vocês (sindicato) vêm com esse discurso idiota, retrógrado, de 30 anos atrás”, disse. Com ânimos mais serenos, os dois voltaram ao debate procurando apresentar alternativas à demissão dos funcionários. Questionado no ar sobre como se comportaria caso o sindicato mantivesse sua posição de não negociar a jornada dos trabalhadores, Spaniol deixou claro que não haveria outra saída senão a demissão. “Não posso construir um passivo trabalhista que lá na frente vai se transformar em uma bomba-relógio. É como se eu estivesse assinando um cheque em branco”, declarou o empresário, para, mais tarde, afirmar que estudaria todas as possibilidades para evitar as demissões.

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