Sindicato é vaiado na porta da fábrica


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Quando os primeiros empregados da Carmen Steffens chegaram para trabalhar, por volta das 6h30, o caminhão de som do Sindicato dos Sapateiros de Franca já estava a postos em frente ao principal portão de entrada da empresa. Ao menos 13 membros da entidade estavam presentes. Minutos mais tarde, já passando das 7 horas, os funcionários se reuniram em uma área aberta ao lado do refeitório para ouvir as explicações do presidente da entidade, Paulo Afonso Ribeiro. Mas a manhã não foi boa para os sindicalistas. Tentando justificar sua posição irredutível de não negociar com a empresa, Ribeiro, como o sindicalista que o precedeu e o sucedeu ao microfone, foi vaiado pelos trabalhadores. Durante todo o tempo, os empregados interrompiam a fala do presidente do sindicato perguntando como ficariam seus empregos. Depois de desfilar palavras de ordem, Paulo Afonso Ribeiro criticou a intenção dos trabalhadores de se submeterem a um acordo bilateral com a direção da Carmen Steffens, excluindo o sindicato. “Nós respeitamos a posição de vocês, mas a empresa está querendo jogar vocês contra o sindicato. Depois, quando as coisas não dão certo, é o sindicato que vem acudir vocês aqui”, disse. No que chamou de “posição histórica da categoria”, disse que em nenhum caso abriria mão dos direitos dos trabalhadores, mantendo sua postura contra qualquer espécie de flexibilização da jornada de trabalho ou de salários. Outro integrante do sindicato, identificado por Sebastião Ronaldo, começou a falar e foi interpelado pelos trabalhadores. “Pensam que só vocês têm o direito de falar? E nós, ninguém vai querer ouvir?”, perguntou um funcionário. Ao fim da assembléia, membros do sindicato e funcionários da empresa ensaiaram uma troca de ofensas, mas o encontro terminou sem incidentes.

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