Médicos da rede pública são vigiados por programa


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A Secretaria Municipal de Saúde de Franca quer completar, até o final de 2010, a implantação do Sigs (Sistema Integrado de Gestão da Saúde), projeto que começou a funcionar embrionariamente três anos atrás. Com o Sigs, a secretaria tem total controle sobre as unidades que compõem a rede pública de saúde no município e seus profissionais, permitindo, por exemplo, o monitoramento do tempo das consultas. Outras medidas, como a padronização do atendimento e rotina dos encaminhamentos são determinadas pelo programa. Cada setor terá um responsável pelo acompanhamento e emissão de relatórios. Segundo o secretário de Saúde, Alexandre Ferreira, até o final de 2005, o esboço do que viria a ser o programa estava funcionando experimentalmente em apenas uma unidade da rede. Ao final de 2006, o projeto expandiu-se, contemplando todas as UBS (Unidades Básicas de Saúde). Mesmo com o avanço, setores importantes como o NGA e o Pronto-Socorro “Doutor Janjão” ainda funcionam sem o sistema. Com o Sigs, a intenção era, inicialmente, facilitar a marcação de consultas. Com sua expansão, novas utilidades foram encontradas e assim serviços de farmácia, assistência social, odontologia, entre outros passaram a funcionar de forma integrada. O software responsável pelo gerenciamento do programa foi desenvolvido dentro do núcleo de informática da Prefeitura, sem despesas para o erário. NO DIA-A-DIA Ao chegar para agendar uma consulta, o paciente já é cadastrado no programa. Se for usuário recorrente, seu prontuário estará à disposição na tela do computador do médico que o atendeu anteriormente ou do que o atenderá em seguida. No consultório, o profissional não terá como acessar os dados do usuário sem que ele tenha passado pela recepção. Da mesma forma, a farmácia da unidade não conseguirá entregar medicamento algum ou o laboratório fará qualquer procedimento sem que o médico responsável tenha pedido. Em todo momento, todos os dados do paciente ficam registrados e, segundo o secretário Ferreira, são impossíveis de serem fraudados. Qualquer acesso, feito por meio de senha pessoal, fica registrado com dia e horário de entrada. O programa impede que, uma vez digitados, os dados sejam apagados. Assim, torna-se improvável que alguém consiga manipular as informações contidas nos prontuários. “Com isso, conseguimos, por exemplo, saber quanto tempo leva uma consulta, que procedimentos os profissionais solicitaram e se eles foram ou não efetuados”, disse Ferreira.

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