Mateus Fernandes era filho único. Apaixonado pelo esporte, era sócio-torcedor do Franca Basquete. Morreu usando a camisa distribuída pelo patrocinador do time.
Na noite de quarta-feira, ele passou no espetinho de um primo na Avenida Eliza Verzola Gosuen e o convidou para ir assistir ao jogo do Franca Basquete no Póli. Como tinha que trabalhar, o rapaz disse que não poderia ir. Familiares acreditam que Mateus também tenha desistido.
O pai de Mateus, Luiz Carlos, por volta das 21 horas, manteve, por telefone, o último contato com o filho. “Liguei para ele e perguntei como estava. Combinou comigo de pegar a mãe dele na casa de uma amiga depois”.
Em vez de ir para o Poli, Mateus seguiu para a Rodovia Cândido Portinari em direção a Rifaina. Às 21h58, enviou mensagens pelo celular para seis parentes e vizinhos. “Ele escreveu: entre fazer tudo de ruim para vocês, prefiro partir. Adeus a todos. Amo vocês”, contou o pai.
Segundo ele, o filho não tinha problemas de relacionamento. Há um ano, Mateus esteve internado em um clínica de recuperação de drogados. “Eu achava que ele tinha se livrado do vício mas, pelo o que aconteceu, acho que não. Acredito que ele cometeu o suicídio”, finalizou Luiz.
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