Azaração na arquibancada


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Para encontrar a sua cara metade só não vale ficar dentro de casa. A não ser que você queira procurar alguém pelos chats ou sites de relacionamento da internet. Como o melhor da conquista é exercitar o poder de azaração, aquela troca de olhares e usar o discurso para convencer, sair é mais que necessário. Alguns podem se perguntar, ir para onde? É fácil, a um jogo de basquete. As partidas do Vivo/Franca no Poliesportivo atraem apaixonados pelo esporte e por outras pessoas. É comum encontrar jovens, solteiros, a partir dos 13 anos, dando voltas no ginásio com o olhar atento não exatamente para a quadra, mas para as garotas e garotos sentados nas arquibandas, numeradas ou ainda de pé. As turminhas reúnem-se perto dos portões de entrada, ficam sentados ou encostados no suporte que divide a arquibancada da numerada, virados para o corredor e não para a quadra. O xaveco corre solto. Falam sobre qualquer assunto com os amigos e paqueram quem passar por ali. O comum são os meninos parados e as garotas circulando no interior do ginásio. O público presente nestes jogos pode motivar bastante quem está sozinho e quer encontrar alguém. O Franca Basquete disputa o NBB (Novo Basquete Brasil), como é chamado o Campeonato Brasileiro, e nesta fase de classificação aparecem em torno de 1,4 mil pessoas por jogo. Os ingressos custam entre R$ 10 e R$ 20 e ainda tem o sócio-torcedor. Esse público e o valor da entrada às vezes são bem mais atrativos do que ir a uma festa. No Póli tem mais gente e é mais barato. O fator contra é que quem vai "azarar" precisa ser "rápido no gatilho" porque uma partida não dura mais que duas horas. ENCONTRO QUE DEU CERTO Há quem confirme que o ginásio não é só bom para encontrar uma pessoa para ficar, como para namorar e até casar. Márcio Carvalho Rodrigues Júnior, 25, e Jusceleide Silva Rodrigues, 26, passaram a namorar após sucessivos encontros em jogos de basquete. Os dois já se conheciam desde o tempo da escola e Márcio utilizou-se da paixão em comum dos dois pelo esporte para criar o "clima" de conquista. "Eu a chamava para ir ao jogo. A gente foi se encontrando, conversando muito até que começamos a namorar e nos casamos. O basquete era o lugar onde eu conseguia fazer com que ela fosse para a gente se encontrar", contou Márcio Rodrigues.

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