A direção da Cadeia do Jardim Guanabara confirmou, ontem, que um preso foi solto indevidamente, mas negou ter havido falha por parte dos funcionários. O erro foi creditado ao sistema que aponta a situação criminal de uma pessoa.
A confusão, na verdade, se passou em dezembro, mas só foi descoberta no começo da semana. O pivô da polêmica é Cléber Gonçalves, o “Monstrinho”, que estava preso em flagrante acusado de furto. “Na oportunidade, recebemos um alvará de soltura em seu favor emitido pela Justiça local. Como não havia qualquer restrição em sua ficha, ele foi colocado em liberdade”, disse o delegado Eduardo Lopes Bonfim, diretor do presídio.
Na segunda-feira, a Justiça de Minas Gerais encaminhou um ofício à cadeia pedindo que o acusado fosse apresentado naquele Estado por outro crime cometido. Foi quando descobriu-se que “Monstrinho” deveria estar atrás das grades.
“Ele esteve preso em Minas e foi solto, sendo detido, posteriormente, em Franca pelo furto. Neste intervalo de tempo, a soltura em Minas foi revogada. Só que nós não fomos avisados e a prisão não constava do sistema. O erro não foi nosso”, justifica Eduardo Bonfim. Confusão à parte, “Monstrinho” continua nas ruas e é considerado foragido pela justiça mineira.
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