Alunos invadem escola e polícia usa gás pimenta para expulsá-los


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PALCO DA CONFUSÃO - A Escola Estadual “Evaristo Fabrício”, no Jardim Aeroporto, onde polícia usou gás pimenta para expulsar alunos que se desentendiam com a diretoria
PALCO DA CONFUSÃO - A Escola Estadual “Evaristo Fabrício”, no Jardim Aeroporto, onde polícia usou gás pimenta para expulsar alunos que se desentendiam com a diretoria
Pelo menos 60 dos 420 estudantes do ensino médio do período noturno da Escola Estadual “Evaristo Fabrício”, localizada na Rua Alípio Rezende de Araújo, Jardim Aeroporto II, correm o risco de serem suspensos ou até expulsos do estabelecimento por danos ao patrimônio público, invasão e desordem. O grupo foi proibido de entrar na escola após as 19 horas de terça-feira por chegar atrasado e, segundo a direção, acabou promovendo um grande tumulto. A Polícia Militar foi acionada, pouco depois das 19h30, para averiguar uma desinteligência entre alunos na escola. Chegando à unidade, policiais militares da Ronda Escolar da 1ª Companhia da PM se depararam com pelo menos 60 estudantes do lado de dentro da escola, em frente à secretaria, gritando que queriam entrar para as salas de aula. Os policiais foram informados pelos alunos de que o diretor da escola, José Aguiar da Silva, 52, havia fechado os portões antes do horário combinado - haveria uma tolerância de dez minutos, segundo os estudantes, e os portões teriam sido fechados às 19h05. O diretor negou as acusações, disse que havia alertado a todos na segunda-feira de que não haveria mais tolerância a partir do dia 3. Segundo ele, em torno de 60 alunos chegaram atrasados e, de fato, encontraram os portões fechados. Os alunos então, segundo Silva, arrombaram o portão que dá acesso à secretaria e, aos gritos, invadiram a escola, não respeitando normas. Ainda de acordo com o diretor, os alunos não o deixaram falar, vaiaram, “zombaram” e proferiram palavras de baixo calão, se recusaram a sair e ameaçaram quebrar o portão grande que dá acesso ao estacionamento interno. Os policiais tentaram um acordo junto à direção para que os alunos pudessem assistir as aulas, mas o diretor se mostrou irredutível, reafirmou que não autorizava a entrada nas salas e pediu que os policiais retirassem os invasores. Teria havido, segundo relato dos policiais militares que atenderam à ocorrência, recusa dos estudantes em sair do prédio e um novo tumulto começou, obrigando ao uso de gás pimenta e solicitação de reforço para conter os mais exaltados. Como a maioria dos estudantes reside nas proximidades da escola, vários pais e responsáveis foram até o estabelecimento saber o que estava acontecendo. Entre eles, o comerciante CAT, 45, que tem uma filha de 16 anos estudando no local e que estava entre os que chegaram atrasados. O comerciante disse que compreende a posição do diretor e que apoiou a atitude da polícia em “manter a ordem para o bom andamento das aulas”. Os alunos relataram abuso de autoridade (veja matéria de apoio), mas segundo a assessoria de imprensa da Secretaria Estadual de Educação, podem ser até expulsos, dependendo da decisão do Conselho de Escola, formado por pais, diretores e professores. Colaborou Marcos de Paula

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