Alunos negam danos na escola


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Apesar de dizer que em torno de 60 alunos participaram do tumulto na noite de terça-feira, a direção da Escola Estadual “Evaristo Fabrício” entregou aos policiais militares que registraram a ocorrência os nomes de apenas quatro alunos, entre eles o balconista LFRA, 18, que reside no Jardim Aeroporto I. O balconista disse, em entrevista ao Comércio, que o motivo do tumulto foi o fechamento do portão antes do prazo. “Antes tinha dez minutos de tolerância para quem chegava atrasado e muitos alunos chegaram antes deste prazo e deram de cara com o portão fechado”, disse LFRA, que negou o arrombamento do portão da escola. “Eu abri pelo lado de fora e todos entraram”. Outras duas estudantes, BDS, 16, moradora no Jardim Aeroporto II, e MT, 16, do Aeroporto I, deram versões semelhantes a do balconista. “Houve falta de bom senso do diretor. A gente só queria estudar”, disse BDS. Outros cinco alunos que participaram do tumulto foram entrevistados e declararam que por causa do gás pimenta usado pelos policiais pelo menos três alunas necessitaram de atendimento médico - nenhuma das supostas vítimas foi localizada. As acusações de danos ao patrimônio público, invasão e desordem foram negadas por todos os alunos ouvidos, que atribuíram à direção da escola e aos policias a responsabilidade pelo tumulto.

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