Trabalhadores de uma empreiteira que atua nas obras de uma linha de transmissão de energia na região cruzaram os braços ontem pela manhã, e recusaram-se a iniciar a jornada de trabalho. A justificativa para o princípio de greve, comandada pelos motoristas, foi o atraso nos pagamentos. Segundo eles, desde dezembro estão sem receber nada. O protesto contou com a participação dos peões de obra, que também não deixaram a garagem da firma, no Recanto Elimar, mesmo com os salários em dia. Cerca de 50 pessoas participam da manifestação.
Segundo os motoristas, contratados para o transporte de materiais para a obra com seus caminhões particulares, a empresa, sediada em Santa Catarina, havia prometido que os atrasados seriam quitados em janeiro. Como até ontem não obtiveram resposta, decidiram pela paralisação. Gerentes da empresa compareceram ao local e chamaram os motoristas para uma reunião a portas fechadas, onde um novo compromisso de pagamento foi firmado. Até o momento em que a reportagem deixou o local do piquete, eles não haviam retornado ao trabalho.
A empreiteira catarinense foi contratada para construir as torres de uma linha de transmissão de energia que ligará a Usina Luiz Carlos Barreto de Carvalho, no Estreito, até Ribeirão Preto. Outra frente de trabalho da mesma firma atua no segundo trecho da rede, entre Ribeirão Preto e a cidade de Poços de Caldas, no sul de Minas Gerais.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.