Pouco mais de 70 dias depois de ser acusado de agredir um advogado de Pedregulho a socos e garrafadas, o presidente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) de Franca, Mansur Jorge Said Filho, 35, envolveu-se em mais uma confusão, no último sábado, desta vez em Delfinópolis (MG). Após discutir com uma comerciante, Mansur - que admitiu ter bebido no dia - foi abordado por policiais militares e conduzido à delegacia daquela cidade. O presidente da Ordem estava sem a sua CNH (Carteira Nacional de Habilitação) e o veículo Gol que ele ocupava foi recolhido, sendo liberado somente ontem.
A confusão começou perto das 18 horas. A comerciante SAFL, 52, moradora em Delfinópolis, disse que mostrava uma galeria comercial de sua propriedade, onde funcionam lojas, bares e lanchonetes, a um sobrinho, o veterinário LAL, 42, morador em Passos (MG), quando Mansur a teria chamado. "Ele estava esperando num barzinho. Estava sentado com a namorada. Ele me perguntou que hora que abria (outro bar). Eu falei: esse bar abre daqui a pouco. Aí ele falou: `Que bela proprietária` (...). Eu continuei andando. Ele entrou no carro e começou a me xingar de gorda, de feiúra, essa bobageiras", disse SAFL.
Um policial militar a paisana teria presenciado a cena e, após discutir rapidamente com Mansur, acionou uma viatura. Os PMs, ao interpelar o advogado, que continuava dentro do veículo, constataram que ele não portava CNH. "O carro eles prenderam porque eu estava sem habilitação e minha namorada também estava", disse Mansur.
Mansur reconheceu que tanto ele quanto a namorada haviam ingerido álcool naquele dia. Depois, disse que a mulher é quem conduziria o veículo. Deu ainda outra explicação: que o carro não seria utilizado pelo casal. "Eu tinha bebido, mas não estava dirigindo. Quem estava dirigindo era a namorada que estava comigo. E o carro estava parado. Estávamos fazendo um passeio a pé", disse.
Sobre o bate-boca com a comerciante, Mansur disse que houve apenas um mal-entendido. "Foi coisa à toa. Coisa pessoal que já ficou resolvida entre nós. Ela falou que não vai representar e eu só seria acusado de alguma coisa se tivesse a representação", disse, afirmando, ainda, que não vive "um bom momento". "Estou com alguns problemas de ordem pessoal".
POUCA INFORMAÇÃO
As Polícias Civil e Militar falaram pouco sobre o caso. Em Delfinópolis, o policial civil Adriano disse que as informações estavam centralizadas no delegado Marcos Roberto Piedade. "Realmente aconteceu (a confusão), mas (a ocorrência) está com o delegado", afirmou.
Na PM, a única informação disponibilizada foi de que Mansur "não portava os documentos" e que, "foi tomada a medida administrativa, com a detenção do veículo, até a apresentação da documentação".
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