Castelinho corta gastos para tentar vencer crise financeira


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ARROXO - Clóvis de Castro, presidente da AEC, disse que não há outra alternativa, a não ser cortar gastos
ARROXO - Clóvis de Castro, presidente da AEC, disse que não há outra alternativa, a não ser cortar gastos
Prestes a completar seu centésimo aniversário, a AEC (Associação dos Empregados no Comércio), proprietária do clube Castelinho, não consegue se livrar das dívidas que chegam a R$ 3,5 milhões. O quadro de associados, que nas décadas de 1980 e 90 chegou a contar com 4 mil sócios adimplentes, atualmente, possui apenas 1.045 pessoas que pagam as mensalidades de R$ 75 em dia. Só nos últimos seis meses, o clube perdeu 300 sócios. Preocupada com o futuro de um dos mais tradicionais clubes da cidade, a nova diretoria da AEC, empossada em janeiro, decidiu conter o déficit financeiro. A primeira providência foi reduzir o horário de funcionamento da sauna, que ficará fechada às segundas-feiras. “Na terça-feira, quando a sauna fica aberta para mulheres, o horário será das 16 às 22 horas. De quarta a sábado, os homens poderão frequentar o local entre 17 e 20 horas”, disse Clóvis de Castro, presidente do clube. Aulas de judô, ioga e futebol, que antes eram gratuitas, passaram a ser cobradas à parte, com preços que variam entre R$ 10 e R$ 13 mensais. “Antigamente o clube tinha uma quantidade de sócios que permitia manter estes serviços, mas hoje a realidade é outra. No próximo dia 29, teremos uma assembleia com os associados, que poderão votar contra esta medida”, disse Castro. O presidente da AEC ainda não sabe qual será o impacto dessas medidas, mas acredita que os custos de manutenção devem diminuir. “Infelizmente não tivemos outra alternativa. Até que nossa receita aumente, essas medidas continuarão valendo”. Os cortes não foram bem aceitos por parte dos associados que decidiram organizar um abaixo-assinado como forma de protesto (leia mais no apoio). A crise nas finanças do Castelinho é antiga, reflexo dos tempos modernos em que boa parte da população consegue ter acesso a opções de lazer sem sair de casa, dentro de seus condomínios. Mas se agravou nos últimos anos, com o surgimento da concorrência no segmento de promoção de eventos. Principal fonte de renda para a entidade, o salão de festas do clube deixou de ser a única opção para a realização de shows e festas na cidade. Novos espaços surgiram e fizeram com que os promotores de eventos não aceitassem mais as duras condições de negociações da AEC para o aluguel do espaço. Sem a receita dos shows e de formaturas, a crise nas finanças só cresceu. Além de cortar gastos, a diretoria também tenta vender o prédio onde funciona a sede social do clube no Centro de Franca, avaliado em R$ 2,8 milhões. Sem revelar os nomes dos possíveis interessados, Clóvis de Castro disse que a negociação está perto do fim. “Recebi duas propostas, uma de locação e outra para venda, e estamos estudando o que será mais vantajoso. Os negócios estão caminhando e em breve poderemos ter novidades”.

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