A família Cintra, uma das mais tradicionais de Claraval (MG), está de luto. Na tarde de domingo, o garoto Daniel Cintra, de 1 ano e 7 meses, morreu afogado na piscina da fazenda dos avós, onde morava com os pais. Ninguém soube explicar como o menino caiu na água. Uma prima de 14 anos disse tê-lo encontrado já boiando. Daniel chegou a ser socorrido e trazido para Franca, mas chegou morto ao Hospital do Coração.
A tragédia aconteceu por volta das 18 horas na Fazenda São Sebastião. Havia pelo menos 50 pessoas, entre adultos e crianças, no local. Ninguém percebeu o menino se aproximar da piscina, que tem cerca de 80 centímetros de profundidade, é cercada com blocos de concreto e tem portão. Ao lado, há uma quadra de vôlei, que também estava vazia no momento.
Quando perceberam a ausência de Daniel, familiares chegaram a pensar que ele tivesse ido em uma fazenda vizinha com uma tia. Ao descobrir que não, desesperaram-se e começaram a procurá-lo. “Todos saíram correndo para algum lado e eu fui direto para a piscina grandona e não vi nada. Fui até a piscininha e vi ele boiando. Assustei muito na hora e pulei na água para pegá-lo. Ele não respirava e estava molinho”, disse ACPC, 14, prima da vítima.
Familiares tentaram reanimar Daniel, com massagem cardíaca e respiração boca-a-boca. O garoto chegou a soltar um pouco de água. Foi colocado em um carro da família e conduzido às pressas para Franca, para o Hospital do Coração, mais próximo da fazenda, já sem vida. “Acredito que ele já estivesse morto na hora que o encontramos. No caminho para Franca, meu tio, o pai dele, já viu que não dava mais mesmo. Não tinha mais pulso”, disse ACPC.
Daniel foi sepultado no fim da tarde de ontem, no Cemitério Municipal de Claraval, com trabalhos da Funerária São Francisco.
ATENÇÃO TOTAL
Para o capitão Alexandre Luiz dos Santos, comandante do Corpo de Bombeiros de Franca, é preciso tomar muito cuidado com crianças o tempo todo perto de água. “As boias que colocam nos braços não substituem os coletes. É preciso atenção total. A água nunca vai dar uma segunda chance e em questão de segundos a pessoa perde a consciência”, disse.
Segundo dados do Ministério da Saúde, os afogamentos são a segunda maior causa de mortes de crianças de 1 a 4 anos no País. A pneumonia lidera o ranking.
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