‘Não posso abrir as portas e falar para o pessoal sair’


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Na quarta-feira, 18 de fevereiro, a cadeia de Franca voltou a romper uma marca histórica e atingiu 500 presos. O número é três vezes superior à capacidade. A superlotação e o risco iminente de uma rebelião foram denunciados pelo Comércio da Franca. No dia seguinte, a SAP (Secretaria de Administração Penitenciária) providenciou cem vagas em outros presídios do interior do Estado. A transferência aliviou, mas não resolveu o problema. Hoje, há quase 150 detentos a mais do que o determinado pela Justiça. O diretor da cadeia, Eduardo Lopes Bonfim, afirmou que o cumprimento da decisão não depende dele. “Não sou eu que estou segurando os presos na cadeia. Não posso abrir as portas e falar para o pessoal sair. Dependo de vagas para fazer as transferências”. Segundo Bonfim, a Delegacia Seccional faz contatos diários com a SAP na tentativa de conseguir vagas e deixar o cadeião com o menor número de presos possível. A superlotação de penitenciárias e CDPs em todo o Estado dificulta as transferências. O policial afirmou ainda não ter recebido orientações superiores para deixar de receber presos de outras comarcas e que continuará o procedimento. “Sou o responsável pela administração da cadeia e não posso deixar de receber os presos. O que chegar, vai entrar. Não tenho nenhuma ordem expressa neste sentido”.

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