Adriana mantém contato com advogado


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Adriana Telini mantém contatos por telefone e e-mail com familiares e advogados. “Escaldada” por ter sido flagrada em grampos duas vezes, conversa por meio de aparelhos habilitados em nome de terceiros, cujos números a polícia desconhece e não tem como interceptar. A facilidade em se adquirir um chip de qualquer operadora é uma aliada. Encontros às escondidas com os pais também acontecem. Um deles teria sido no Natal. “Quando precisa de alguma informação, ela faz contato comigo. Eu não tenho como fazer contato e não sei onde ela está. Acredito que, se fala comigo, deve falar com os pais”, disse o advogado Rui Engrácia Garcia. No começo do mês, ele ingressou com um pedido no Fórum para revogar o mandado de prisão preventiva da cliente. A solicitação foi aceita pelo Ministério Público, mas negada pela Justiça. “Se houver a revogação, ela se apresenta imediatamente para provar que não tem culpa no que aconteceu”, garante Rui. Para o advogado, a prisão preventiva expedida contra Telini não seria necessária e só deveria ser usada contra presos de alta periculosidade e eternamente fugitivos. “Não é o caso da doutora Adriana. Ela é de família tradicional e tem residência fixa. Todo mundo sabe onde a localizar. Tanto é verdade que, quando a polícia quis localizar, localizou ela com a maior facilidade”. O advogado alega que as investigações não teriam sido feitas com isenção e afirma que as provas foram conduzidas para prejudicar Adriana Telini. “Não houve nenhuma ligação para a Adriana no escritório. Ela não falou com ninguém. Tenho convicção de que ela não participou do assalto. Pode até ter sido usada, mas tenho certeza de que não sabia do que estava acontecendo”.

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