Fuga da advogada Adriana Telini completa um ano


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Neste fim de semana completa um ano que a Justiça decretou a prisão preventiva da advogada Adriana Telini Pedro. O mandado foi expedido no dia 29 de fevereiro de 2008. Doze meses depois, nenhum sinal, nenhuma pista dela. A polícia admite que perdeu seu rastro e fica na dependência de denúncias para tentar encontrá-la. Não há uma investigação em andamento direcionada para a captura. Há 15 dias o Ministério Público concluiu o processo e pediu sua condenação à Justiça por tentativa de latrocínio e formação de quadrilha. Ela deverá ser julgada à revelia até o fim de março. Apesar da gravidade das acusações, não foi punida pela OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) e tem condições legais de continuar advogando (veja mais em texto no site). Adriana Telini é acusada de envolvimento em um roubo de jóias avaliadas em R$ 120 mil. O crime aconteceu no dia 21 de janeiro do ano passado, minutos após um casal de vendedores ter deixado o seu escritório. A advogada chegou a ser presa temporariamente no começo de fevereiro e passou dez dias na cadeia de Batatais. Venceu a prisão temporária e ela foi liberada. Quando a Justiça decretou sua prisão preventiva, ela já havia fugido. As buscas feitas pela polícia não deram resultado. “Checamos todas as denúncias que nos chegam. Cumprimos diversos mandados de busca em diferentes endereços, entretanto, em nenhum local foi constatada a presença dela. Não encontramos sequer vestígios”, afirmou o delegado Márcio Garcia Murari, responsável pelo caso. Com uma equipe de dez investigadores para apurar casos de roubos, assassinatos e furtos de veículo ocorridos na cidade, a DIG (Delegacia de Investigações Gerais) alega não ter efetivo para colocar policiais exclusivamente à procura da Adriana Telini. Diante deste quadro, a Polícia Civil fica no aguardo de alguma informação sobre o paradeiro da advogada para agir. “Basicamente, contamos com as denúncias. A partir delas, realizamos diligências na tentativa de encontrá-la. Para nós, é questão de honra a captura da Adriana Telini. Dentre todos que estão foragidos, ela é uma pessoa que, certamente, gostaríamos de ver presa”. A polícia acredita que a advogada possa estar sendo protegida por integrantes de uma facção criminosa que age dentro dos presídios do Estado. Luciano dos Santos Gonçalves, suposto noivo de Adriana Telini e acusado de ser o mentor do roubo das jóias, é apontado como um dos líderes do PCC na região de Campinas, onde foi preso em novembro passado. “Sabemos da ligação que o Luciano tem com a organização criminosa e ela pode, sim, estar sendo protegida por esta organização”, finaliza Murari. Para o delegado seccional de Franca, Maury de Camargo Segui, em que pesem as dificuldades apresentadas, Adriana Telini já deveria estar presa. Chefe da Polícia Civil local, ele não está satisfeito com o rumo das investigações e acredita que seus comandados poderiam estar fazendo mais. “Me sinto constrangido. Acho que a população precisa de uma resposta. É algo que ficou em dissonância com todo o resto do trabalho que a polícia vem fazendo. O índice de esclarecimento de crimes é alto, mas, neste caso, a resposta não está vindo com a eficiência, com a rapidez que eu, como chefe, gostaria que viesse”. O promotor criminal responsável pelo caso, Cláudio Watanabe Escavassini, concluiu o processo no começo do mês e pediu a condenação à Justiça. “As provas são contundentes, demonstrando efetivamente a participação de Adriana Telini e de Luciano no crime. Acredito que em mais 15 dias o juiz deva dar seu veredicto final. Entendo que não há outro caminho que não a condenação de ambos”.

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