Ao contrário do que fez o pintor, a orientação da Polícia Civil a quem não quer ingressar nas estatísticas das vítimas de latrocínio é nunca reagir durante o roubo. “Normalmente só em filmes a vítima se dá bem”, disse o delegado Márcio Garcia Murari, da DIG (Delegacia de Investigações Gerais).
O bandido, segundo o delegado, pode não ter intenção de agredir ou matar, mas, na maioria das vezes, agride ou atira por estar com a adrenalina elevada ou sob efeito de drogas.
Murari diz que todos têm que estar preparados psicologicamente para um eventual roubo. “Pode parecer um absurdo, mas o autor do roubo é uma pessoa altamente sob tensão, que não tem o que perder, ao contrário da vítima que pode perder sua vida”.
Dialogar com o bandido? De acordo com o delegado, em nenhuma hipótese. “Cumpra o que o bandido está pedindo, para que tudo termine da maneira mais breve possí vel”.
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