Está terminando o período de isenção do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para carros novos, apesar de montadoras como a Ford terem pedido ao Governo Federal uma extensão de três meses no pacote. Os clientes têm até o final de março para comprar veículos 1.0 com taxa zero, 2.0 com IPI de 6,5% e carros a álcool com taxa de 5,5%.
Determinado em dezembro do ano passado, o corte temporário do imposto surgiu com o objetivo de estimular as vendas e o giro de capital no País diante da crise financeira mundial. Mesmo com pouco tempo, o efeito das reduções foi positivo. Com os automóveis em média 7% mais baratos, as concessionárias sentiram o aumento da procura. Em Franca, o incremento nos negócios durante a vigência do benefício chega a 30%.
Somente em janeiro, a comercialização de carros de passeio e comerciais leves cresceu 3,16%, em comparação com dezembro, revela a Federação Nacional de Distribuição de Veículos Automotores. Já com relação a janeiro de 2008 apresentou queda de 8,13%, atingindo 197.476 unidades vendidas, dado que é considerado positivo levando-se em conta que o primeiro mês do ano historicamente não é bom para os negócios no setor.
Em Franca o retorno também foi percebido. Segundo concessionárias consultadas por Veículos, houve um aumento em torno de 30% entre janeiro e dezembro. A Orleans Peugeot e a Dante Renault informaram ter vendido, juntas, 115 veículos em janeiro e fevereiro e se dizem satisfeitas com a movimentação de clientes impulsionada pela medida tributária.
Segundo a gerente administrativa da Orleans, Edilaine Aparecida Bispo, a unidade local teve como protagonista o Peugeot 206 1.4, responsável por 15 das 65 vendas de zero-quilômetros realizadas no período de corte do IPI. “Assim que saiu a notícia, foi aquele tumulto. Com o fim do prazo, não há nada definido, mas acredito que haverá algumas promoções. A Peugeot já está disponibilizando bônus para alguns modelos”, afirma Edilaine, acrescentando que a montadora vai conceder R$ 3,4 mil para clientes na compra do 207 SW.
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Na Dante Renault, o balanço também foi animador. O aumento apontado foi de 25%. Dos 70 automóveis comercializados nos últimos dois meses, 50 são novos. Sandero, Logan e Clio respondem por 70% desse total, de acordo com o gerente comercial Anderson Colturato Nalin. “Foi muito bom, muito produtivo para nós, porque conseguimos vender mais, com um preço mais acessível. A Renault colocou os carros em promoção e lançou a campanha juro zero, o que alavancou demais as nossas vendas”, disse. Para estabilizar o volume de negócios, a concessionária vai tentar manter a quantidade de pedidos junto da fábrica e assim evitar o aumento dos preços dos automóveis.
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