Evolucionismo e Espiritismo


| Tempo de leitura: 3 min
Estamos em plena comemoração do bi-centenário de nascimento do naturalista e fisiologista Charles R. Darwin, que nasceu em Shrewsbury (Inglaterra) em 1809, vindo a falecer em 1882. Tornou-se célebre por publicar em 1859 o livro `Da Origem das Espécies`, no qual propunha e expunha a teoria da evolução das espécies, uma nova visão sobre o surgimento da vida na Terra. Assim, também, comemora-se neste ano o sesquicentenário da publicação do seu famoso livro. Em razão disso, todos os meios de comunicação têm dado relevância às teorias expostas pelo ilustre cientista. Segundo Darwin, a vida na Terra não seria produto de uma criação única. Antes, seria um processo que, surgindo das menores manifestações da vida se interligaria até o surgimento do homem. Pode-se afirmar, portanto, que a teoria da evolução das espécies é, atualmente, plenamente aceita pela universalidade dos cientistas. Tão logo foi apresentada, a teoria foi objeto de grandes controvérsias e, mesmo de chacota. Diziam alguns: “Imagine, sermos descendentes dos macacos!”. Outros afirmavam: “Se é verdade o que Darwin afirma como não vemos o macaco virar homem?”. Evidentemente o cientista inglês não afirmou que o macaco vira homem. Disse que há um processo continuado de evolução em que tudo se encadeia, e que macaco e homem têm ancestral comum. Num certo momento da evolução, um ramo deu origem ao homem e outro continuou símio. A Doutrina Espírita aceita o evolucionismo? Ao afirmar que “O Espiritismo caminhará de par com a ciência. Se esta mostrar que o Espiritismo está em erro, a Doutrina Espírita se modificará nesse ponto”, na ‘A Gênese’, de Allan Kardec, fica evidente que o Espiritismo não se torna adversário da ciência. Antes, procura pela aliança da ciência com a religião. Tem na ciência não um adversário, mas um aliado, ensinando que a Doutrina Espírita é ciência, filosofia e religião, tudo a um só tempo. Assim sendo, desde a publicação de `O Livro dos Espíritos`, em 1857, (portanto, dois anos antes da publicação de Darwin), o Espiritismo é evolucionista. Na introdução, Allan Kardec afirma categoricamente: “Se se observa a série dos seres descobre-se que eles formam uma cadeia sem solução de continuidade, desde a matéria bruta até o homem mais inteligente” (Introdução - item XVII-1863). Já na resposta à pergunta 540, as entidades dizem a Kardec: “...tudo se encadeia na Natureza, do átomo ao Arcanjo, que começou por ser átomo...”. Não está aí a ideia evolucionista? Na visão do Espiritismo, o Evolucionismo não desmerece a Criação Divina. Ao contrário! A engrandece porquanto nos torna solidários em todos os níveis da vida. E, se a evolução é Lei de Deus, ao perceber o seu magistral funcionamento mais nos admiramos da Sabedoria Divina que criou a Lei, visando a felicidade humana. Repetimos, com o poeta Castro Alves, pela psicografia de Chico Xavier: “Tudo evolui, tudo sonha, / Na imortal ânsia risonha / De mais subir, mais galgar... / A vida é Luz, esplendor / Deus somente é o seu Amor / E o Universo é seu Altar”. Felipe Salomão Bacharel em Ciências Sociais e diretor do Instituto de Divulgação Espírita de Franca (IDEFRAN)

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários