Se o aumento dos impostos municipais e estaduais trouxe certo alívio à administração, o mesmo não se pode dizer em relação à receita orçamentária, que continua pequena. A resposta para a equação é tão simples quanto óbvia, disse o secretário de Finanças, Sebastião Ananias: o contribuinte não paga suas dívidas com a Prefeitura.
De acordo com ele, a dificuldade em receber a dívida persiste mesmo quando esta vai para execução judicial. Para ele, corrigir este cenário vai demandar tempo. “Não podemos esperar que o Judiciário se movimente a ponto de executar 40,5 mil processos. É impossível”, disse.
Sobre os impostos, o secretário fez observações pontuais. Em relação ao IPTU, disse que o crescimento da cidade, com 15 novos bairros nos últimos quatro anos, o combate à inadimplência e a correção monetária foram os fatores que mais contribuíram para o aumento.
O crescimento do ITBI (Imposto de Transmissão de Bens Imóveis) foi facilitado pelo aumento das transações comerciais envolvendo imóveis, enquanto que o incremento do ISS teria se dado pelas ações fiscalizadoras da Prefeitura, que devem se intensificar com o avanço do ISS Digital e da nota fiscal eletrônica.
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