Uma buzina parecida com as cornetas das torcidas de futebol - guardadas as devidas proporções - anuncia cada partida do gigante Splendour of the Seas para destinos paradisíacos. Com suas 70 mil toneladas, 268 metros de comprimento e 32 de largura, o navio da companhia Royal Caribbean International, sediada em Miami, cruza o Oceano Atlântico, pela costa brasileira, de dezembro a março.
Entre os dias 14 e 20 de fevereiro, partiu de Santos e levou 1.500 passageiros para Búzios, Cabo Frio, Parati e Ilhabela. Antes de colocar os pés no navio pela primeira vez, é impossível não sentir aquele “friozinho” na barriga e não se lembrar do Titanic, seja pela grandiosidade ou pela tragédia. O luxo equivale ao tamanho do Splendour. Os pisos internos são todos forrados com tapete e há muitos detalhes em dourado. Os dois elevadores panorâmicos deixam o navio ainda mais glamouroso.
O navio viaja em média a 20 quilômetros por hora, mas parece que está mais rápido. Enquanto cruza o Oceano Atlântico, uma verdadeira cidade ganha vida a bordo. O Splendour of the Seas tem de hospital a academia de ginástica. Possui até uma panificadora para produzir cookies com gotas de chocolate - os preferidos, que, por sinal, são deliciosos - e pães italiano, de milho, com ervas, com aveia e mel e outros.
Passar uma semana em alto-mar é viver numa cidade diferente, que reúne de tudo - do relaxamento de um spa a shows em boate todas as noites - e oferece tudo muito perto, a poucos passos de um lugar para outro.
Tomar café e almoçar observando o imenso mar esverdeado e outros navios de cruzeiros é algo indescritível. As paredes do restaurante são todas de vidro. Comer, aliás, é uma das atividades mais comuns a bordo. Durante as temporadas no Brasil, a cozinha amplia o horário de funcionamento. “O americano come bem, três vezes ao dia. O brasileiro prefere comer o dia todo”, disse o chef de cozinha inglês Andrew Cartwrigth.
São dois restaurantes. Um deles funciona o dia todo, servindo saladas, arroz, carnes, massas e doces. No outro, as opções para jantar são mais limitadas. O hóspede escolhe entrada, prato principal e sobremesa. Algumas receitas servidas a bordo são brasileiras, mas o tempero é diferente e forte. O cardápio também muda. No café da manhã, serve-se até coração de frango.
Quem gosta de “beliscar” vai adorar as batatas fritas servidas a bordo. Há também hambúrguer e salsicha para fazer lanches, além de limonada, chá gelado e sorvete à vontade o dia inteiro. Tudo free.
No Splendour of the Seas os passageiros não estranham apenas o tempero. É comum se sentir numa Torre de Babel.
A tripulação tem 723 profissionais de mais de 50 países diferentes. Pelos corredores, é comum ouvir argentinos, indianos, filipinos e outros estrangeiros. No telefone, as atendentes sempre iniciam a conversa em inglês, mas se são brasileiras e percebem que o hóspede é do mesmo País mudam o idioma.
O comandante do Splendour, Carl Graucob, 52, é argentino, mas mora na Suécia desde os 12 anos. Começou trabalhando num navio cargueiro, que transportava bananas. Interessado na área de navegação, estudou em uma escola naval sueca e comanda cruzeiros marítimos pelo mundo.
<b>É SHOW</b>
Para as noites, uma boa pedida é curtir o som ao vivo no deck central do navio. Há também as danças e musicais apresentados no teatro. Os shows costumam ter casa cheia. Os bailarinos são superanimados, dançam de Menudos a samba e sempre saem do palco deixando a platéia com “gostinho de quero mais”. O público sempre aplaude os apresentadores em pé. Todos os shows estão inclusos no valor do cruzeiro.
No navio, os hóspedes podem aprender a dançar com os professores do Splendour. Outra opção de divertimento são as duas piscinas - uma delas ao ar livre - e quatro jacuzis. A área da piscina coberta é “zen”. As músicas tocadas sempre são calmas. É extremamente relaxante ficar na jacuzzi com hidromassagem. Espreguiçadeiras almofadadas também convidam os passageiros a se deitarem. No local as paredes são transparentes. Enquanto o navio se desloca, eles podem apreciar a paisagem, pensar na vida, ler um livro ou cochilar. Esse é, muito provavelmente, um dos locais que mais deixam saudades nos passageiros quando voltam à estressante rotina de trabalho.
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Os pais que quiserem jogar no cassino ou curtir a boate podem deixar os filhos com os recreacionistas. O Splendour tem um espaço com atividades só para crianças e adolescentes. “A rotina é bem intensa no cruzeiro. As atividades são todas divididas por faixa etária. A energia é superlegal porque as pessoas estão de férias, animadas e se divertindo muito”, disse Leo Papa.
<b>ALÔ</b>
Durante a semana em alto-mar o passageiro não fica incomunicável. O navio oferece um espaço com internet, mas é caro. Uma hora de conexão custa US$ 30 (R$ 60 em média). As ligações feitas a bordo também são caras: US$ 7,95 (cerca de R$ 16) o minuto. Alguns celulares funcionam, outros ficam apenas com sinal de emergência em alguns pontos. Para quem teve problemas com o telefone móvel e quer dar notícias sem gastar muito é bom fazer contatos quando descer do navio para visitar as praias.
<i>O Comércio da Franca viajou a convite da Sun & Sea Internacional Viagens & Turismo/XPress Assessoria em Comunicação.</i>
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