Anticâncer


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Saiba que `todos temos um câncer dormindo em nós. Como todo organismo vivo, nosso corpo fabrica células defeituosas permanentemente. Mas nosso corpo é também equipado com múltiplos mecanismos que permitem detectá-las e contê-las.` A afirmativa acima preocupa, principalmente quando se tem conhecimento que é de autoria do médico neuropsiquiatra David Servan-Schreiber, no livro de sua autoria e cujo título dá nome a esta coluna. O livro do doutor David caiu em minhas mãos quase que por acaso, numa daquelas idas à livraria nas quais a última intenção era comprar um livro, porém a publicação do médico francês praticamente se jogou da prateleira. Numa rápida leitura fui seduzido pelas palavras do autor-paciente que há quinze anos descobriu que teria no máximo seis meses de vida por conta de um tumor no cérebro. Disposto a viver mais que as expectativas o Dr. David passou então a usar seus conhecimentos de médico e pesquisador na busca de alternativas que pudessem contribuir com o tratamento convencional proposto pelos colegas oncologistas. Nas mais de 250 páginas, revelações e confirmações sobre a natureza dessa temível doença. Uma autobiografia patogenética na qual o paciente David apresenta um relato profundo, pessoal e profissional sobre como prevenir e vencer o câncer através do uso de nossas defesas naturais. Entre as várias constatações registradas por doutor David está o papel do estresse psicológico no desenvolvimento do câncer: "Cada acesso emocional, cada raiva, cada pânico desencadeia em nosso organismo a secreção de doses elevadas de noradrenalina (o hormônio dito ‘do combate e fuga’) e de cortisol, o hormônio do estresse por excelência". Em tabelas de fácil compreensão encontram-se dados como os dos fatores de agravamento na progressão de cânceres: dieta ocidental, depressão e sentimento de impotência, menos de 20 minutos de atividade física por dia, fumaça de cigarro, poluição atmosférica e poluentes domésticos. O aumento expressivo do número de pacientes com algum tipo de câncer também chamou a atenção do doutor David. E um dos capítulos reserva especial espaço para a questão: estamos vivendo uma epidemia de câncer? Os números apontados no livro mostram que a resposta é sim, principalmente se considerarmos as estatísticas pós-1940 no Ocidente. Atribui-se tal fato a pelo menos três fatores de grande relevância nos últimos 50 anos: o aumento considerável do consumo de açúcar; a transformação da agricultura e da pecuária (os alimentos que consumimos, por consequência) e finalmente, a exposição a múltiplos produtos químicos que não existiam antes dos anos 40 do século passado. Só para se ter uma idéia, em 1830 o consumo per capita/ano de açúcar era de 5 quilos, o que já não era pouco. No final do século 20 cada um de nós consumia 70 quilos por ano. Um aumento espantoso e certamente pouco assimilado por nosso organismo. E porque esse dado é tão importante? Porque estudos de grande reconhecimento nos meios científicos comprovaram que o câncer se nutre de açúcar. Pelo menos é o que demonstram os estudos realizados pelo biólogo alemão Otto Heinrich, ganhador de um prêmio Nobel de Medicina. É evidente que a coluna de hoje não tem a intenção de incentivar a venda do livro do doutor David, mesmo porque só na França o autor teve mais de 250 mil exemplares vendidos. Mas pode servir de incentivo para que pessoas interessadas no tema busquem informações sobre como prevenir e vencer um câncer usando nossas defesas naturais. ALIMENTOS, COMO REMÉDIOS O livro traz diversas informações sobre alimentos que podem e devem ser usados como auxiliares na defesa do organismo. Muitos deles conhecidos de nossa culinária como o alho, o repolho, o alecrim, a framboesa, a uva, o gengibre e a soja. O QUE DEVE SER EVITADO Nas páginas escritas pelo doutor David o importante alerta para que se reduza ou até mesmo se evitem os alimentos com índice glicêmico elevado, tais como açúcares, principalmente os refinados, as farinhas brancas, os óleos hidrogenados, os laticínios convencionais, as frituras, a carne vermelha e a pele de aves. Da mesma forma, as cascas de frutas e também as cascas de legumes não orgânicos devem ser eliminados da alimentação. Na explicação do autor, a razão para essa decisão reside no fato dos pesticidas se acumulam na superfície desses alimentos. Alexandre H. Leonel Farmacêutico, ex-integrante do Conselho de Leitores - leonel@comerciodafranca.com.br <i>Veja mais sobre qualidade de vida, bem-estar e alimentação saudável no <a target="_blank" href="http://www.vanessamazzafurquim.com/vidaempaz"><b>Blog Vida em Paz</b></a></i>.

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