Número de homicídios triplica no 1º bimestre


| Tempo de leitura: 3 min
VÍTIMA DESCONHECIDA - Viatura da Polícia Militar para diante do corpo de um homem, de aparentemente 25 anos, encontrado morto com dois tiros no último dia 10; sem pistas
VÍTIMA DESCONHECIDA - Viatura da Polícia Militar para diante do corpo de um homem, de aparentemente 25 anos, encontrado morto com dois tiros no último dia 10; sem pistas
O número de assassinatos em Franca mais que triplicou no primeiro bimestre deste ano. A um dia do fim de fevereiro, houve sete homicídios na cidade, ante os dois ocorridos no mesmo período do ano passado. Quatro destes crimes ainda não foram esclarecidos. A polícia alega que não há um motivo especial para o aumento de casos. O primeiro mês do ano já seguiu a tendência de aumento nos casos. Enquanto em janeiro de 2008 não houve registros do gênero, três pessoas foram assassinadas no mesmo período deste ano - entre os dias 9 e 29. Este mês, o "salto" continuou. Foram quatro homicídios até ontem, dia 27, contra dois ocorridos em fevereiro do ano passado. O delegado do Setor de Homicídios da DIG (Delegacia de Investigações Gerais), Marcio Murari, afirmou que os números obrigam a polícia a redobrar os esforços no esclarecimento das ocorrências. "Se compararmos com anos anteriores e pelo porte de Franca, este número preocupa". Murari disse, ainda, que todo o efetivo do setor - que também atua em outros tipos de crimes, como assaltos - está empenhado em identificar os autores dos assassinatos ainda não elucidados, deixando as outras investigações a cargo dos demais agentes da DIG. "Neste momento estão voltados exclusivamente para os casos de morte". O delegado disse que não há uma explicação lógica para o aumento no número de homicídios. Para ele, é um crime imprevisível, de difícil prevenção - muitas vezes envolve vingança ou passionalidade - e que, na maioria dos casos, não tem testemunhas. Quando elas existem, há outro empecilho para o trabalho da polícia: o medo. "Quem presenciou uma morte, ou tem informações sobre o assassino, acaba se negando a dar informações, temendo ser a próxima vítima", afirmou. SEM SOLUÇÃO Quatro dos sete homicídios ocorridos em Franca este ano permanecem sem solução. O primeiro ocorreu em 9 de janeiro. Espancado seis dias antes por uma gangue no Jardim Aeroporto III, o aposentado João Gabriel de Assis, 65, morreu por traumatismo craniano na Santa Casa. Várias pessoas foram ouvidas pela polícia, mas ninguém reconheceu a autoria do delito. É o único caso que não é investigado pela DIG, mas pelo 4º Distrito Policial (leia mais no site). Também sem solução segue a morte do comerciante Silvimar Gomes Filho, 56, que foi torturado e morto em sua chácara, em Ribeirão Corrente, em 29 de janeiro. A vítima teve seus órgãos genitais e os antebraços arrancados. A DIG chegou a identificar dois suspeitos, sendo um menor de 14 anos, que estão detidos por ordem da Justiça. "Apesar de termos dois detidos, as informações que eles passaram não foram suficientes para esclarecer o crime", disse Marcio Murari. Outro caso ocorreu em 11 de fevereiro, quando um homem - ainda não identificado - foi encontrado morto com dois tiros no Residencial Jardim Canadá. A única evidência do crime é um carro que teria sido visto por populares deixando o local do crime. Nada mais foi levantado. Igualmente desconhecido é o assassino do desempregado Paulo Sérgio de Faria, 26, morto com uma facada nas costas, no último domingo, no Jardim Luiza II. Mais uma vez, não há pista e nem testemunhas. "Iniciamos as investigações e estamos na fase que implica colher provas e informações sobre a vida da vítima", disse o delegado.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários