Os dados oficiais da Polícia Civil - que são remetidos periodicamente à SSP (Secretaria de Segurança Pública) em relação a homicídios nem sempre condizem, por uma questão jurídica, com a realidade.
Exemplo disso é a morte do aposentado João Gabriel de Assis, 65, em janeiro deste ano, no Jardim Aeroporto III. Espancado e muito ferido, Assis foi socorrido à Santa Casa, internado e morreu seis dias depois em decorrência das agressões.
Para a família de João Gabriel, ele foi assassinado. Mas a Polícia Civil registrou o crime como lesão corporal seguida de morte.
Na prática, só há certeza do registro de homicídio quando a vítima é encontrada já sem vida ou morre antes da elaboração do Boletim de Ocorrência. Se isso não ocorrer, o caso constará no BO como lesão corporal e assim será somado às estatísticas da SSP.
Assim, dos sete assassinatos ocorridos este ano na cidade, seis estão sob res-ponsabilidade do Setor de Homicídios da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) e um - o de João Gabriel - segue pelo 4º Distrito Policial, que abrange o Complexo Aeroporto.
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