O 3º DP (Distrito Policial) iniciou investigações para apurar três incêndios registrados este mês em uma casa simples de três cômodos nos fundos de um imóvel na Rua Oswaldo Borges Freitas, no Jardim São Luiz II. O proprietário, o sapateiro DSAG, 55, disse que os incêndios foram criminosos. A possibilidade foi confirmada pelo sargento Borges, do Corpo de Bombeiros. “O fogo se concentrou nos colchões dos dois quartos da edícula, que são separados por uma espécie de sala”, disse o policial.
O Corpo de Bombeiros foi acionado por volta das 13 horas para debelar as chamas que se alastravam pelo interior do pequeno imóvel do Jardim São Luiz II. O combate ao fogo foi realizado por cinco bombeiros e durou menos de cinco minutos. O proprietário do imóvel disse que foi o terceiro incêndio no mesmo local. “No dia 5 de fevereiro e ontem (terça-feira) nós conseguimos apagar as chamas, mas hoje (ontem) foi impossível e chamamos os bombeiros”, disse o sapateiro DSAG, que não tem dúvidas da intenção criminosa em razão de “problemas do passado”.
Na madrugada do dia 11 de setembro de 2007, na mesma casa, o motorista UPG, 23, filho do sapateiro, matou a mulher Luciene de Jesus, 26, colocou o corpo dela embaixo da cama e fugiu; se apresentou somente no dia seguinte ao crime. Desde então, ele responde ao inquérito em liberdade e continua morando na casa. Para a família, os incêndios estariam ligados ao assassinato. O 3º DP só deve se pronunciar após as investigações.
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