Obras na ponte do Jardim Luiza causam transtornos


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NOVA VIA - Placas indicam desvio e área em obras no trecho onde está sendo instalada uma nova ponte para ligar o Jardim Luiza ao Leporace
NOVA VIA - Placas indicam desvio e área em obras no trecho onde está sendo instalada uma nova ponte para ligar o Jardim Luiza ao Leporace
Edilson Flávio, 41, é sócio-proprietário de um supermercado na Avenida Abrahão Brickmann, no Jardim Luiza I. Nas duas últimas semanas, viu o movimento de clientes reduzir 40%. Também passou a gastar mais com combustível para se deslocar da sua casa ao trabalho. Os transtornos estão sendo causados pelas obras na ponte que liga o Luiza ao Leporace. A passagem está interditada desde o início do ano, quando as chuvas destruíram a tubulação e abriram um buraco no solo. A reconstrução começou neste mês e deve ser concluída só em abril. Os moradores entendem a importância da nova ponte, mas estão em contagem regressiva para o fim dos serviços. Sem a ponte, são obrigados a percorrer quase quatro quilômetros a mais. Os motoristas que trafegam pela Avenida Abrahão Brickmann precisam desviar pelas Avenidas Walter Barbosa e Diogo Coelho para ter acesso ao Leporace ou ao Luiza. O comerciante Edilson Flávio disse que já sentiu os prejuízos. “Os fornecedores não entregam as mercadorias no prazo combinado. Eles chegam até a ponte, não fazem o desvio e voltam para trás”, disse. Edilson disse que os clientes que moram do outro lado da ponte deixaram de comprar em seu supermercado. “Meus clientes estão comprando em outros locais, que são até mais longe. Não compram aqui por causa dos transtornos causados pela falta da ponte”. O marceneiro Willian Pires, 30, mora no Jardim Luiza I, a 300 metros da ponte. Desde a interdição do local, percorre no mínimo dez quilômetros a mais por dia para chegar ao seu trabalho, no Parque Progresso. “O acesso mais fácil ao Leporace e ao Centro da cidade é pela ponte. Agora dou uma volta enorme para ter acesso ao Leporace. Espero que a ponte fique pronta o mais rápido possível”. No dia 7 de fevereiro, a estudante Mariana Eduarda da Silva Santos, 10, morreu atropelada na Avenida Walter Barbosa. Os moradores protestaram e disseram que o acidente foi provocado pelo aumento de veículos na via, que, com a interdição da ponte, passou a ser usada como principal rota de acesso e saída dos Jardins Luiza I e II. A secretária de Urbanismo Valéria Marson disse que as chuvas atrapalham o andamento dos serviços, mas garantiu que as obras serão feitas em no máximo 60 dias (leia mais no apoio).

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