A sapateira Maria Aparecida Silva mora com três filhos e dois netos em uma casa de apenas um cômodo e banheiro no Jardim Ipanema. As paredes não têm reboco e a cobertura é feita com telhas de amianto. A pequena casa foi uma das mais atingidas e ficou completamente destelhada. Ninguém se feriu, mas a família teve que passar a noite na residência de vizinhos.
Maria Aparecida e as crianças estavam em casa quando o vento forte e a chuva intensa atingiram o imóvel. Antevendo que o pior pudesse acontecer, a família saiu às pressas e foi se abrigar numa moradia do outro lado da rua. Foi uma atitude acertada. “Quando começou a chuva, nós ficamos com medo e resolvemos sair. De repente, todo o telhado caiu. Ainda bem que não havia ninguém lá dentro, pois a gente poderia ter se machucado com gravidade”.
Após a tempestade, vizinhos e familiares se juntaram e tentam recolocar as telhas no lugar de maneira improvisada. A segurança era mínima. Durante a noite, voltou a ventar forte e Maria Aparecida achou melhor não arriscar. “Peguei as crianças e fui dormir na casa de minha vizinha. Não tinha como ficar aqui. Estava muito perigoso”.
Maria Aparecida está afastada do serviço por causa de um problema de saúde. O que ganha é insuficiente para sustentar a família e fazer os reparos no telhado. Vinte e quatro horas após ter sido obrigada a deixar a casa, ainda não havia recebido a visita de representantes da Prefeitura. Não sabia onde iria passar a noite. “Ninguém passou por aqui. Estou andando de um lado para o outro e pedindo. Se alguém puder ajudar com a cobertura da casa, agradeço muito”.
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