O segundo e o terceiro dias de Carnaval foram marcados por seis tragédias. Em Pedregulho, um garoto de 6 anos morreu afogado em um clube. Na zona Rural de Patrocínio Paulista, um curtumeiro perdeu a vida depois de ser atingido por um raio enquanto jogava futebol. Em Franca, duas mulheres que não eram vistas há dias foram encontradas falecidas; um comerciante morreu engasgado com carne e um desempregado foi assassinado com uma facada nas costas.
O homicídio foi registrado na tarde de domingo. Policiais militares, após solicitação de populares, estiveram na Rua Mariana Rufino do Santos, no Jardim Luiza II, onde encontraram Paulo Sérgio de Faria, 26, morador de uma chácara no Recanto Capitão Heliodoro, caído ao solo e com sangramento nas costas. Bombeiros da UR (Unidade de Resgate) 508 foram acionados e chegando ao local constataram o óbito.
No local do homicídio, os policiais não conseguiram qualificar testemunhas, mas alguns populares informaram que a vítima caminhava pela rua, quando surgiram dois desconhecidos em uma moto Honda C-100 Biz, prata. O garupa estava com uma faca nas mãos e desferiu um único golpe nas costas do desempregado, próximo a axila esquerda. Ele chegou a correr alguns metros, mas caiu, enquanto os autores fugiram seguindo rumo ignorado.
A Divisão de Homicídios da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) já trabalha no caso e, com base em depoimentos de alguns amigos e familiares, a principal hipótese para o crime seria o acerto de dívidas com o tráfico de entorpecentes.
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O sepultamento de Paulo Sérgio de Faria, que era solteiro e morava em uma chácara da família, ocorreu na tarde de ontem no Cemitério Santo Agostinho. A mãe, chorando, tentou culpar “autoridades” pelo ocorrido com o filho. “Tentamos de todas as formas interná-lo (para se livrar do vício das drogas), mas ninguém (poderes constituídos) nos ajudou”.
AGREDIDO
No dia anterior ao crime, por volta das 7 horas, no mesmo local, Paulo Sérgio de Faria havia sido vítima de lesão corporal.
Segundo declarações dele, dois desconhecidos usando capuzes o agrediram com pauladas na cabeça e nos braços. Faria disse que não havia motivos para as agressões. Com ferimentos pelo corpo, ele foi socorrido por uma viatura da PM, medicado no Pronto-Socorro “Doutor Janjão” e, após o período de observações, liberado.
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