Brecha na legislação pode ajudar ‘boloteiros’


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PEDIDO DE AJUDA - O vereador Paulo Afonso Ribeiro conversa com ambulantes durante sessão da Câmara. Comerciantes pedem ajuda na Câmara para continuar trabalhando
PEDIDO DE AJUDA - O vereador Paulo Afonso Ribeiro conversa com ambulantes durante sessão da Câmara. Comerciantes pedem ajuda na Câmara para continuar trabalhando
Um projeto de resolução apresentado pelo vereador Paulo Afonso Ribeiro (PT) poderá pôr fim à polêmica dos bolotas. O petista quer criar uma comissão para estudar a adequação - e aplicação - de uma lei municipal de 1998 que criou o mercado popular urbano e pode, ao seu ver, ser estendida aos ambulantes. A iniciativa é vista com bons olhos pelos vereadores, que, na sessão passada, decidiram adiar projeto de lei do prefeito Sidnei Rocha (PSDB) que prevê a liberação de 20 áreas públicas aos comerciantes informais. A proposta de Ribeiro é que, após os estudos, a Câmara aprove emenda na redação da Lei 5.100 - que já autoriza a permanência de ambulantes nas praças 9 de Julho e Itaú - e cita "outras áreas", mas não especifica quais. É justamente neste ponto que a Câmara pretende alterar a redação para atender os ambulantes que já fixaram pontos nos espaços públicos. "Não é necessário criar mais uma lei se já temos uma que pode ser adequada", disse Paulo Afonso, referindo-se à matéria do prefeito. Para Vanderlei Tristão (PTB), a solução é a mais prática que pode ser tomada neste momento em que os comerciantes têm prazo para deixar as áreas que ocupam atualmente. "É inteligente e simples. A situação só não se resolverá se as pessoas (prefeito e promotor) não quiseram. A lei não é uma iniciativa de vereador, ela já existe e foi instituída por um prefeito (Gilmar Dominici)". Assim como Tico, os demais vereadores deverão aprovar a resolução. Tanto que na sessão da última terça-feira, a decisão em adiar matéria do prefeito foi unânime. O presidente da Casa, Joaquim Pereira Ribeiro (PSB), chegou a sugerir que os vereadores continuem adiando o projeto de Sidnei até que a emenda entre em votação. Se aprovada, praticamente obriga a Câmara a rejeitar a matéria do prefeito. A PROPOSTA Pela proposta do prefeito, os ambulantes não poderão vender cerveja, nem colocar mesas e cadeiras para os clientes. Terão, ainda, de rebocar o trailer ao final do expediente, além de construir banheiros. Os espaços seriam limitados a 20 e distribuídos de forma onerosa, tipo leilão. Os informais que pagarem mais ficam com os espaços. "Se a pessoa não vai sentar, não vai beber, vou construir banheiro por quê?", disse um comerciante que pediu para não ter o nome divulgado.

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