Aplicações são feitas clandestinamente


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Sobre a cama, no quarto da casa onde morou em Ribeirão Preto, a travesti Stephane Lopes, 20, assistiu a uma bombeira - travesti responsável pela aplicação - injetar 5 litros de silicone artificial nas pernas, no bumbum e no quadril. O episódio aconteceu há dois anos e ela afirma ter pago R$ 200 por litro de silicone colocado. Stephane conta que como o produto é espesso, quase como um gel, a agulha utilizada tinha o diâmetro aproximado de um palito de fósforos. “Recebi anestesia local antes porque estava com medo, mas dizem que dói tanto como uma sessão de depilação e como a injeção é intramuscular, também não há sangramento”. A calcinha marca aonde será “montado” o quadril. “Conforme o silicone era colocado com a seringa, minhas pernas iam ficando torneadas”, lembra. Ao final de cada aplicação, um adesivo é colocado para fechar o buraco deixado pela agulha e evitar que o silicone escorra para fora. Não há necessidade de amarrações ou talas e o “paciente” tem de ficar deitado por cerca de 15 dias para evitar que o produto escorra em direção ao pé. Segundo Stephane, depois de fixado junto à musculatura, o silicone não se movimenta mais. O produto também deixa a área mais rígida e impossível de se “beliscar”.

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