Ritmo lento marca retomada do emprego em janeiro


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Pela primeira vez nos últimos três meses o saldo entre trabalhadores admitidos e demitidos foi positivo em Franca. No mês de janeiro foram criados 1.201 novos postos de trabalho na cidade, confirmando a tendência de retomada do emprego na indústria como acontece todos os anos. O resultado, no entanto, é 28% menor que o registrado no mesmo período do ano passado, quando foram abertas 1.668 vagas. Os números foram divulgados ontem pelo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), do Ministério do Trabalho. Para especialistas, a crise no fim do ano passado ocasionou uma desaceleração da economia, o que faz com que a retomada da produção fique mais lenta. "Além de confirmar a sazonalidade da indústria, os dados mostram que as empresas devem demorar mais para recontratar os funcionários demitidos no ano passado", disse o economista Hélio Braga. Mesmo com a reabertura de 1,2 mil postos de trabalho, a massa de pessoas que perderam o emprego com a crise ainda preocupa. Segundo Braga, com base no relatório do Ministério do Trabalho, ainda existem 2.590 à espera de uma retomada que, para ele, não tem previsão para ocorrer. "Normalmente, esse saldo de desemprego é praticamente zerado em fevereiro e março. Este ano a gente não sabe quando e nem se eles voltam a trabalhar, porque tudo vai depender do mercado que começa agora a dar sinais de reação". Braga disse ainda que os reflexos da crise afetarão a economia francana de forma geral nos próximos meses e que as pequenas empresas correm mais riscos. "A pressão competitiva acirra a concorrência por preço e só quem tiver uma excelente gestão de custos conseguirá se manter", prevê. SÓ EM MARÇO O presidente do Sindicato dos Sapateiros de Franca, Paulo Afonso Ribeiro foi mais otimista. Para ele, no máximo na segunda quinzena de março o cenário estará mais favorável. "Os números do Caged apenas confirmam a resistência do setor calçadista brasileiro frente à crise. Estou convicto de que devagarinho ele se adequará ao momento", afirmou.

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