O anúncio de criação de 1,2 mil vagas em janeiro feito ontem pelo Caged (Cadastro Geral de Emprego e Desemprego) se contrapôs à redução de 1,4% nos postos de trabalho apontada por pesquisa divulgada pela Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) no último dia 14.
A contradição entre os dois índices já é conhecida do setor calçadista francano. Para o presidente do Sindicato dos Sapateiros, Paulo Afonso Ribeiro, a diferença ocorre porque os métodos de pesquisa são diferentes. "O Caged trabalha em cima de números reais repassados mensalmente pelas empresas. A da Fiesp é feita por amostragem", afirmou.
Para o presidente do Sindifranca (Sindicato das Indústria Calçadistas de Franca), José Carlos Brigagão do Couto, os dados do Ministério do Trabalho são mais seguros. "Nossas estatísticas e estudos do setor são baseados no cadastro (Caged), mas as informações da Fiesp sempre ajudam a compor o cenário", disse.
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