Com as negociações de reajuste salarial em andamento, o Sindicato dos Sapateiros de Franca marcou para as 17h30 de hoje em sua sede mais uma assembléia para colocar em votação as propostas feitas pelo comitê executivo do Sindifranca (Sindicato da Indústria de Calçados de Franca), órgão que representa os proprietários de fábricas.
Enquanto o Sindicato dos Sapateiros pede reajuste de 17% nos salários e piso de R$ 740, a entidade patronal ofereceu aumento de 4% nos vencimentos e elevação do piso para R$ 540. Na manhã de hoje, haverá mais uma rodada de negociações. Caso algum acordo seja selado, será colocado em votação na assembléia.
Apesar da diferença entre as reivindicações dos sapateiros e o que foi oferecido pelos proprietários de fábricas, Paulo Afonso Ribeiro, presidente do sindicato, acredita que o acordo pode sair na tarde de hoje. “Vamos tentar fechar antes do Carnaval, pois eles ficaram de apresentar outra proposta na reunião de amanhã (hoje). Caso isso não aconteça, teremos que estender as negociações.”
O sindicalista disse também que a crise internacional não será aceita como argumento para uma eventual negativa dos empresários em conceder um reajuste maior. “Já falei com dirigentes de outros sindicatos de sapateiros, como o de Birigui, e a informação é que a indústria calçadista está retomando as atividades como nos anos anteriores. Não vamos aceitar isso porque a crise vai passar”, disse Ribeiro.
José Carlos Brigagão, presidente do Sindifranca, não foi encontrado na sede da entidade para falar sobre as negociações.
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