‘Para mim, a cota fez toda a diferença’


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A chance de entrar na faculdade disputando com menos concorrentes foi o que atraiu o estudante Rafael Ramos Ferreira, 17. Ele possui paraparesia (atrofiamento na medula) e, desde criança, se locomove com a ajuda de muletas. Com o sonho de cursar Economia, ele concluiu o ensino médio e queria ir direto para a faculdade. Para isso, decidiu usufruir de seus direitos. Ele foi o único que optou por concorrer nos vestibulares do Uni-Facef pelo sistema de cotas para deficientes. “Por ser bem menos concorrido, teria uma chance a mais”. Quando soube que tinha passado no vestibular, se sentiu realizado. “Achei que não ia conseguir passar de primeira. Para mim, a quota fez toda a diferença”. Agora o estudante tem um novo desafio pela frente. Pagar as mensalidades (R$ 513) do curso de Economia. “Não consegui nenhum trabalho. A lei deveria oferecer também bolsas”. Outro quotista que usufruiu de seus direitos foi o estudante Moisés da Rocha Oliveira, 45. Ele disputou os 20% das vagas disponíveis para negros na Faculdade de Direito de Franca. “Já tinha tentado uma vez há dois anos e não tinha conseguido passar.” Neste ano, deu certo. “Me preparei muito para o vestibular, afinal temos que atingir as mesmas pontuações dos demais candidatos. O sistema de quotas não é ideal para a complexidade da discriminação.”

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