O problema da superlotação do cadeião do Guanabara vai durar pelo menos mais um ano. Este é o prazo mínimo para que o novo presídio da cidade possa receber presos. Na tarde de ontem, a reportagem do Comércio entrou no canteiro de obras do CDP (Centro de Detenção Provisória) de Franca. Apesar do ritmo intenso de máquinas e operários, o serviço está atrasado.
A construção começou em novembro passado e a empreiteira responsável recebeu um prazo de dez meses para concluir o serviço. Não será possível. Os cerca de 130 operários ainda estão trabalhando na terraplanagem e fundação do terreno. Só a partir de março, as placas pré-moldadas de concreto do futuro prédio começarão a ser montadas. “As chuvas atrapalharam o andamento das obras. A nossa previsão é que o CDP fique pronto em dezembro.
Antes disto, não dá”, afirmou Apolo Imaguma, engenheiro da Secretaria de Administração Penitenciária, que veio a Franca acompanhar o andamento dos serviços.
Depois de concluir a obra, a empreiteira ainda terá dois meses para emitir o termo de recebimento definitivo. No período, realizará todos os testes necessários, como vazamento de água, para poder liberar o prédio. Com estrutura idêntica ao de Franca, o CDP de Serra Azul, na região de Ribeirão Preto, só começou a receber presos em junho do ano passado, seis meses após ter ficado pronto.
A unidade de Franca terá capacidade para 768 presos. A estimativa é de que esteja liberada a partir de abril de 2010.
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