Completar os cinco anos de Direito não significa missão cumprida. Para o bacharel ainda é preciso passar por mais uma barreira: o exame da Ordem, que irá credenciá-lo para advogar. Trata-se de uma prova dividida em duas fase (uma de testes e outra descritiva). A carteira da OAB também é exigida para quem vai concorrer à magistratura.
O coordenador do exame da Ordem na região, Nilson Rodrigues, revelou que o processo seletivo é exigente: "Há pessoas que prestam cinco, dez, 14 vezes". Nos últimos anos, várias medidas foram tomadas no sentido de evitar que bacharéis prestem o exame em estados considerados mais fáceis para se passar.
Rodrigues revelou que há cerca de dois anos a OAB passou à Cesp-UNB a responsabilidade pela elaboração da prova. Ela ainda foi unificada, ou seja, em todos os estados brasileiros, exceto Minas Gerais, são realizadas no mesmo dia. No ato da inscrição, o interesado opta por realizá-la no local de sua formação ou no seu domicílio eleitoral.
Em Franca, há o discurso que o processo seletivo em Goiás é mais simples do que em São Paulo. Quando há a aprovação, o registro fica com origem no estado goiano e para advogar em São Paulo, por exemplo, é preciso pagar duas mensalidades à OAB, medida denominada de inscrição suplementar.
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