Impedidos de colocar mesas e cadeiras em calçadas e ameaçados de não poder trabalhar durante a madrugada, comerciantes receberam com alívio o resultado da reunião entre Prefeitura e Ministério Público. Temiam que a exigência de um alvará especial para poderem abrir as portas depois da meia-noite atrapalhasse seus negócios.
José Donizete Prado Oliveira, dono de um bar na Vila Nicácio, disse que estava apreensivo com a nova ofensiva da Promotoria. Recebeu telefonemas de outros comerciantes em busca de informações. “Ninguém procurou a gente para dar uma posição. Só fomos informados pelo jornal e estávamos preocupados. O medo era que pegassem pesado nas exigências”.
Ao saber que terá apenas de comparecer à Prefeitura e requisitar o documento, disse ter ficado aliviado. “Ainda bem que será assim. A situação na cidade está chegando a um ponto que ficará difícil trabalhar. Vou ser um dos primeiros a requisitar a licença”, afirmou.
Marcelo Guillen, proprietário de um bar e restaurante na Avenida Champagnat, também acredita que o bom senso prevaleceu. Ele disse que o estabelecimento funciona há 19 anos e que nunca deu problemas. “Menos mal que não teremos dificuldades para obter o alvará. A cidade cresceu e a realidade é outra. Não dá para imaginar os bares sendo obrigados a fechar as portas à meia-noite”.
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